Patrícia L. Paione Grinfeld é uma das entrevistadas de Renata Silva (Medium) em reportagem sobre publicidade e consumismo infantil.


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Outra questão referente à alimentação infantil é a estratégia utilizada nas redes de Fast food e restaurantes para atrair um público mais novo para seus estabelecimentos. A presença de espaços com brinquedos, como playground, ou espaços criativos com jogos, fazem com que a criança prefira ir a esses locais do que em outros, e o oferecimento de brinquedos colecionáveis como da rede Mc Donalds. Eles oferecem junto com o Mc Lanche Feliz, brinquedos com o rosto do personagem que no exato momento está tendo destaque na mídia, como o relançamento dos personagens do video-game Mario Bros em função do lançamento do novo jogo Super Mario Odissey, produtos esses que transmitem a sensação de ganhar algo, mas que se você quer aquele brinquedo, deve consumir o específico lanche em um específico local, o que faz as crianças adquirir o hábito de continuarem indo a esses locais quando crescem. “As crianças vivem em uma sociedade, que as educa direta ou indiretamente. Um exemplo bem banal: por mais que a criança tenha uma alimentação equilibrada em casa, quando ela vai a um restaurante o ‘menu kids’ não oferece opção de legume ou verduras nos pratos infantis. Já está posto o que é comida de criança. E assim as crianças são educadas”, comenta a psicóloga, idealizadora e co-fundadora da rede Ninguém Cresce Sozinho Patrícia L. Paione Grinfeld.

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Em contrapartida daqueles que defendem a veiculação da publicidade infantil está grupos como o Instituto Alana, com o projeto Criança e Consumo, e REBRINC (Rede Brasileira Infância e Consumo), que conta com profissionais para dar suporte e esclarecimento para questões dessa área. Porém, não é somente proibindo as crianças de ver televisão ou fazer com que ela não consuma mais nenhum produto infantil, pois já temos uma influência forte da publicidade nos nossos hábitos, e a consciência sobre o assunto se torna o primeiro passo. “Nós, enquanto sociedade, precisamos oferecer aos pais e às crianças um repertório cultural amplo para que possam fazer escolhas que lhes façam sentido. Se o discurso é único e imperativo, não há a possibilidade de escolher.” (Patrícia L. Paione Grinfeld, psicóloga, idealizadora e co-fundadora da rede Ninguém Cresce Sozinho).


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Imagem:  Medium.