Patrícia L. Paione Grinfeld, na reportagem Smartv e wi-fi em casa de avós seduzem netos, do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, fala sobre a convivência entre avós e netos ser “uma via de mão dupla, onde as trocas enriquecem e fortalecem a relação, o conhecimento, a forma de ver e de estar no mundo”.

Abaixo, trechos da reportagem e aqui, na íntegra.


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Essa aproximação é essencial, afirma Patrícia L. Paione Grinfeld, psicóloga clínica especializada em brincadeiras, idealizadora e cofundadora do Instituto Ninguém Cresce Sozinho.

“Significa entrar um pouco no mundo dos netos, se interessar pelo que eles fazem, gostam; mas também é permitir que os netos entrem no mundo dos avós, fazendo o que gostam de fazer _ um bolo, ir ao cinema, assistir à TV, ler um livro _, contando histórias sobre a família, do tempo em que eram crianças. É uma via de mão dupla, onde as trocas enriquecem e fortalecem a relação, o conhecimento, a forma de ver e de estar no mundo.”

Mudar a casa e deixá-la mais jovem e tecnológica para evitar o distanciamento é um caminho, mas não pode ser o único, afirma Patrícia. “Precisamos nos perguntar se de fato é a diferença geracional e/ou a diferença no acesso às tecnologias que distancia avós e netos e se é isso que impede que a conversa role na casa dos avós. Em muitas situações, isso é um encobridor de outras questões relacionais familiares, e não a causa primeira.”

E complementa: “Também precisamos nos perguntar por que a diferença, seja de idade, geração, acesso e domínio às tecnologias, se transforma num problema. As diferenças podem ser enriquecedoras, mas para isso é necessário poder olhar para elas”.

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“Quando os avós conseguem brincar com os netos, eles, em geral, descobrem coisas novas, ousam fazer coisas novas, resgatam o que estava esquecido. Eles acabam revivendo a própria história”, conclui Patrícia.

 

Imagem: Google.