Ninguém cresce sozinho | A sexualidade infantil dos 3 aos 6 anos de idade
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Por Veronica Esteves de Carvalho

curiosidade e os questionamentos referentes à sexualidade surgem desde muito cedo na vida das crianças. A partir dos três anos elas ficam cada vez mais instigadas pelas descobertas no próprio corpo e no ambiente em que vivem. Sem pudor, muitas delas passam a exibir seu corpo desnudo, brincam na hora de fazer xixi, tomam banho juntas, pedem companhia na hora de evacuar, com a mesma naturalidade com que disparam uma infinidade de perguntas sobre a sexualidade humana: Por que o pipi do papai tem pelo e é maior que o meu? Tem nenê na barriga daquela moça? Como ele foi parar lá dentro? Eu posso namorar o papai? O que é transar?

A partir do momento em que as crianças são desfraldadas, elas passam a explorar mais seus genitais e região anal. Meninos percebem sua ereção e as meninas descobrem que a manipulação do clitóris pode ser muito gostosa. No escorregador, na cadeira, cruzando as pernas, sentados como índios e passando os pés no próprio genital, fazendo cavalinho na perna de um adulto, etc., as crianças se dão conta das sensações prazerosas vindas destas partes do corpo e, por isto, tendem a repeti-las sempre que possível, a sós ou em público.

Muitos adultos, contudo, não encaram a masturbação infantil como algo inerente ao desenvolvimento humano; ficam bastante desconfortáveis diante dela e, como resultado, usam palavras ou gestos repressores para impedir a exploração que a criança faz do próprio corpo. Nessas situações, é importante que possam refletir sobre os incômodos resultantes do gesto da criança e avaliar se o desconforto sentido refere-se a questões pessoais em relação à sua própria sexualidade.

Se a criança “brinca” sozinha com suas partes íntimas em momentos pontuais e a brincadeira não causa incômodo a outras pessoas, nem a exclui de determinadas situações, não tem por que interrompê-la. No entanto, é importante pontuar para a criança que a masturbação não pode ocorrer em qualquer lugar e nem com a participação de outras pessoas. Uma forma de traçar os limites do que é socialmente aceito ou não, é verbalizar que por mais gostoso que seja brincar com os próprios genitais ou ânus, esta é uma brincadeira que se faz sozinho e sem objetos que possam machucar.

No contexto da pesquisa sexual infantil, vale ressaltar que, assim como brincar com o próprio corpo é algo que os pequenos gostam muito, a maioria das crianças manifesta o desejo de também conhecer e explorar as partes íntimas de outras pessoas: querem olhar, saber como é e até mesmo tocar no corpo dos mais próximos. Por este motivo, é importante que o adulto possa reconhecer nas atitudes da criança a diferença entre a curiosidade infantil que pode estar por trás do desejo de ver e tocar outros corpos e a tentativa de obtenção de prazer a partir do corpo do outro.

No primeiro caso, poder dar espaço e suporte para que as investigações sexuais da criança aconteçam não só é desejável, como também é essencial para seu desenvolvimento. Já quando o toque é uma tentativa de obtenção de prazer a partir do corpo de uma outra pessoa, especialmente se esta não tiver a mesma idade dela, a curiosidade extrapola o limiar do que a própria criança é capaz de lidar tanto do ponto de vista da maturidade corporal quanto do ponto de vista emocional. Nestas situações, é fundamental que o adulto intervenha evitando tal contato. Deixar a criança roçar os genitais na perna de um adulto, ou algo semelhante, por exemplo, é, mesmo que sutilmente, autorizá-la a ter prazer sexual com um adulto.

Quando tal comportamento é observado, este pode ser um bom momento para começar a apontar para a criança os limites entre o próprio corpo e o corpo do outro, e ainda, sobre a necessidade de autorizar e também pedir autorização na hora de tocar alguém.

Retomando à curiosidade saudável, as crianças questionam e investigam as diferenças entre homem e mulher, menino e menina. Através do faz de conta, elas representam e experimentam papéis de mãe, pai, esposa, marido. Elas brincam de médico, despem bonecas e dão banho, brincam de papai e mamãe que se beijam, pela simples curiosidade sobre as diferenças sexuais e de gênero característica desta faixa etária. Imitam e repetem o que veem, ouvem e observam em casa, na escola, nos meios de comunicação e em outros espaços de convivência. Falam em namorado e querem beijar na boca dos pais ou dos amigos, porém, sem a conotação sexual dada pelo adulto. Podem revelar, ainda, a curiosidade pelas cenas do ato sexual (observadas na vida real ou criadas em sua fantasia).

Meninos e meninas estão sempre juntos, sem muita distinção ou grupinhos diferenciados pelo sexo: brincam de casinha, onde ambos podem ser o papai ou a mamãe, jogam bola, dirigem carrinhos, dentre outras brincadeiras.  Nesta idade não existe atitude, roupa ou brinquedo de menina ou menino. Aqui, o que vale é a oportunidade de experimentação; isto significa que meninos, por exemplo, não são ou serão gays apenas porque desejam passar batom ou preferem brincar com meninas. Do mesmo modo como vestem fantasias e se imaginam super-heróis, as crianças também experimentam o sexo oposto.

Entre tantas perguntas que surgem em busca de orientação e esclarecimento, vale a regra das respostas verdadeiras, claras, objetivas e pontuais, de acordo com a maturidade e a curiosidade expressada pela criança. A falta de informação ou inverdades (vindas de dentro ou de fora de casa) acabam por inibir a busca de conhecimento saudável vivido pelas crianças. Isto não significa que devemos responder a elas absolutamente tudo sobre o assunto questionado, nem de imediato (quando não é possível). Informação em excesso pode “bagunçar” a cabeça da criança. É importante estar atento para identificar aquilo que ela realmente quer saber. Procure responder somente o que lhe foi perguntado; caso ela se interesse mais pelo assunto, ou não tenha compreendido a explicação, não se preocupe, ela fará uma nova pergunta na sequência ou em outra ocasião. Acolher o interesse da criança, além de promover seu desenvolvimento afetivo e cognitivo, propicia o fortalecimento da relação de confiança mútua entre ela e seus adultos de referência.

Sendo assim, quando o assunto é sexualidade não podemos esquecer que:

  1. As conversas sobre sexualidade devem ocorrer naturalmente como qualquer outra que temos com as crianças, o que nem sempre é fácil. Porém, se conseguirmos nos despir dos sentidos eróticos que damos para muitas situações poderemos escutar as crianças mais tranquilamente, e assim conversar sobre suas investigações e descobertas sem tanta dificuldade.
  2. Julgamentos e preconceitos, sempre que possível, devem ser deixados de lado para que a sexualidade não seja vista como tabu.
  3. Cuidar do corpo é proteção e não apenas garantia de higiene. Para isso, é preciso ensinar à criança noções de intimidade, público e privado – até onde ela pode ir com seu próprio corpo, com o corpo do outro e o outro pode ir com o corpo dela.
  4. É fundamental respeitar a privacidade da criança quando ela sinaliza vergonha ou outro desconforto diante de assuntos relacionados à sexualidade ou do
  5. Criança é criança, não devendo ser exposta à sexualidade vivida pelo adulto (no banho, no quarto com os pais ou de irmãos mais velhos, na televisão, nas músicas e danças sensuais, dentre outros ambientes e situações). Estes estímulos geram precocidade e deixam-nas vulneráveis.
  6. Existe um limite entre o que é espontâneo e natural para cada fase da sexualidade infantil e o que vai além, como se masturbar com muita frequência, querer ter seus genitais acariciados por outra pessoa, se interessar excessivamente por questões ligadas à sexualidade, repetir cenas sexuais de conteúdo adulto, não ter interesse nenhum pela sexualidade humana, entre outras. Estas situações merecem atenção especial.

Entre inibir as manifestações sexuais das crianças e estimular aquilo que não pertence às etapas de seu desenvolvimento existe um espaço grande, no qual discernimento e orientação com afeto se fazem necessários, permitindo a manifestação das descobertas, da exploração, do prazer e dos sentimentos envolvidos nestes momentos de intimidade da criança para com ela mesma.

Nota: Este texto, publicado originalmente em 08/08/2013 no antigo blog Ninguém Cresce Sozinho, foi revisado e alterado minimamente em seu conteúdo original pela autora.

Imagem: Google.

Selo

125 Comentários
  • Anonimo
    Postado às 00:17h, 15 janeiro Responder

    Cada conselho absurdo aqui. Muito do que foi relatado aqui e tratado com naturalidade pela suposta psicologa, podem ser casos de abuso. Uma tia se mostrou preocupada com a sobrinha e a psicologa pergunta ate se forma ironica “qual a preocupacao dela enquanto tia”. Ridiculo. Essas criancas podem ter esse comportamento (em alguns casos claro) por estarem sendo abusadas e o conselho em 99% dos casos e “nao se preocupar, e nornal, e natural”. Que medo. Pais, tias e avos que fazem perguntas aqui, cuidado com esses conselhos e procutem uma ajuda profissional de verdade.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 07:56h, 15 janeiro Responder

      Caro leitor(a), agradecemos seu comentário. Quando alguém nos faz uma pergunta ou pede um conselho, procuramos ampliar um pouquinho a questão. Por isso, muitas vezes, respondemos com uma nova pergunta, que é, no nosso entender, o que ajuda na construção da tão difícil diferenciação entre as manifestações próprias da sexualidade infantil e as situações de abuso sexual, bem como a diferenciação do que é da criança e o que é do adulto (às vezes, a criança está bem, mas o adulto, vítima de abuso, põe um holofote nas expressões sexuais da criança – o contrário também acontece). Em poucos casos é possível uma resposta direta, mas na grande maioria, somente uma avaliação da criança e da família é que pode dizer se a situação é ou não de abuso sexual. Por isso, respondemos “a princípio”, “num primeiro momento”, etc., baseando-nos no fragmento que foi descrito.
      Este não é um espaço para aconselhamento, orientação ou avaliação. Os textos publicados no blog e nossos comentários têm como objetivo informar e promover reflexões, não substituindo a avaliação e/ou orientação realizada por profissional. Realizamos tais serviços, sempre em caráter privado.

  • Fernanda
    Postado às 11:36h, 08 janeiro Responder

    Boa tarde, minha filha tem 6 anos, e peguei ela no quarto com seu irmão de 4 anos… ela estava mexendo no Pênis dele…. não sei como lhe dar com isso…

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 11:43h, 09 janeiro Responder

      Fernanda, muitos são os caminhos para lidar com esta situação, mas, em todas elas, é importante poder reconhecer o que é esperado ou não na faixa etária dos seus filhos, o que te angústia diante da sexualidade deles, e os limites que precisam ser colocados. Temos aqui vários textos sobre o tema. Vale inclusive a leitura dos comentários, sempre muito ricos. Se a situação ainda te angustiar, é interessante que você busque um espaço para falar sobre o assunto. Caso queira, nossa equipe oferece este espaço através de atendimentos individuais ou rodas de conversa temáticas. Para atendimento individual entre em contato conosco através do e-mail contato@ninguemcrescesozinho.com.br. Para rodas de conversa sobre a sexualidade infantil, consulte nossa agenda ou eventos na página do Facebook.

  • Evelin Camili Baia dos Santos
    Postado às 16:38h, 18 dezembro Responder

    Se uma criança ter desejos sexuais logo cedo, e querer fazê-lo sempre e nunca ser repreendida por algum adulto, poderá causar danos psicológicos para a criança futuramente?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 10:51h, 19 dezembro Responder

      Evelin, o desejo sexual faz parte da sexualidade dos adultos e não das crianças. As crianças têm curiosidade sexual e por isso elas acabam descobrindo o prazer em manipular o próprio corpo. Uma criança que tem desejo sexual é uma criança que foi exposta a conteúdos sexuais adultos. Estas são crianças que precisam de avaliação psicológica.
      Se o que você chama de “desejos sexuais logo cedo” for a criança se masturbar, é preciso avaliar em quais situações a masturbação acontece. Repreender é sempre uma questão delicada, já que a criança pode associar sua exploração ao próprio corpo a algo que não é legal. Todavia, é preciso que ela seja orientada sobre o que ela pode ou não fazer com o próprio corpo (e onde), o que ela pode ou não fazer com o corpo de outras pessoas e o que outras pessoas podem ou não fazer com o corpo dela.

      • samara
        Postado às 16:28h, 21 dezembro Responder

        Na terça feira fui com meu filho de 4 anos (ele faz 5 inicio de janeiro) e ela tem uma filha de 7 anos eu e a mãe dela estávamos conversando e quando vimos quando vi que eles estavam quietos, ele estavam tentando se beijar, na hora fiquei assustada, pensei me acalmei e conversei com ele, expliquei que ele é pequeno para beijar na boca, perguntei onde ele viu disse que na TV, gostaria de saber se é normal nessa idade tentar beijar outra criança?

        • Ninguém Cresce Sozinho
          Postado às 08:45h, 22 dezembro Responder

          Samara, as manifestações da sexualidade da criança costumam assustar os adultos quando associadas ou comparadas à sexualidade adulta. A princípio, crianças nesta idade beijam outra criança por experimentação e/ou imitação do mundo adulto e não por desejo sexual, como ocorre com os adultos.

  • claudia costa thompson
    Postado às 14:56h, 14 dezembro Responder

    Boa tarde.
    Estou preocupada, minha filha tem 6 anos e tem um celular sem chip somente para ver videos e brincar que é supervisionado por mim e meu marido, porém ontem meu marido pegou uns videos dela nua fazendo poses sensuais, fiquei apavorada pois não temos o costume de ver pornografias nem filmes que levam a isso. Ainda não conversei com ela pois estou sem saber ao certo o que fazer.
    Podem me ajudar?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:48h, 15 dezembro Responder

      Cláudia, somente conversando com sua filha é que será possível entender o que a motivou a fazer tais filmes.

  • Mônica
    Postado às 16:57h, 08 dezembro Responder

    Amei o blog, tenho uma filha de 4 anos e de uns meses para cá, ela tem se “descoberto”, fica espremendo as pernas e fica colocando a mão na periquita de roupa, sempre repreendo/reprimo ela quanto a isso, agora ela passou a fazer escondida, quando vejo que ela está muito quieta no quarto ela está fazendo isso. Minha preocupação é na escola, sempre fala que ela não pode deixar ninguém tocar nela e ela tbm não pode tocar em ninguém. Meu medo maior é dessa sexualidade ser aflorada precocemente pelo ambiente externo, já que em casa ela não assiste a filmes e novelas, somente desenhos, com a minha supervisão.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 13:46h, 11 dezembro Responder

      Mônica, a partir do que você coloca, vale à pena pensar:
      1) Se a criança está se “descobrindo”, repreendê-la é o mesmo que comunicar-lhe que descobertas não podem ser feitas, nem obter prazer com o próprio corpo. Não seria mais interessante dizer algo na direção de onde ela pode ou não se masturbar?
      2) Se masturbar “escondido” pode ser um jeito de “ficar na dela”, não ser interrompida. As crianças precisam de privacidade.
      3) Não temos com exercer controle de muitas coisas da vida dos filhos. Por isso, o melhor é orientar sobre o que ela pode ou não fazer com o próprio corpo e o corpo de outrém, e o que as outras pessoas podem ou não fazer com o corpo dela.
      Abraço, Patrícia.

  • Eduardo Rodrigo
    Postado às 19:29h, 25 novembro Responder

    Tenho um filho de 6 anos e há uns 2 ele conheceu sua sexualidade. Ele fica apertando seu órgão genital de forma q acaba machucando a parte superior (fica um vermelhidão e depois roxeia). Conversei bastante com ele a respeito. Passa um tempo e ele repete novamente. Não sei o que devo fazer, minha preocupação eh que isso pode machucar seu pênis e ele resiste as orientações que faço.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 17:11h, 27 novembro Responder

      Eduardo, você já conversou com o pediatra sobre isso?

  • Hanna Oliveira
    Postado às 13:43h, 14 novembro Responder

    Olá tenho Um Irmão de 6 Anos, e Ja “Flagrei Várias Vezes Ele Beijando Ou Tentando Beijar A Boca Da Minha Filha De 4meses, é Normal? Pq Ele Sente Essa Vontade, se Ela é Tao Pequenina?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 10:15h, 15 novembro Responder

      Hanna, não temos como saber porque ele sente esta vontade sem conhecê-lo.

  • Jonas Souza
    Postado às 00:40h, 07 novembro Responder

    Olá. Gostaria de saber se é comum entre irmãos desenvolverem alguma relação mais íntima. Na família, há o caso de uma prima que dormiu com o irmão mais velho (5 anos mais velho) até quando ela tinha 8 anos. Sempre tiveram uma relação muito próxima e ela parecia ter dificuldades para se apegar a outras pessoas senão o irmão. É possível que eles tenham se descoberto neste meio tempo ? Isso é comum? A sexualidade entre irmãos?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:37h, 07 novembro Responder

      Jonas, as brincadeiras sexuais infantis são comuns entre colegas, amigos, primos e irmãos de mesma faixa etária, sem que isso signifique – a princípio – algum risco para a criança. A princípio, porque nunca podemos olhar para uma situação isoladamente, sem considerar seu contexto mais amplo. Para saber o que leva uma criança a ter dificuldade em se vincular a outras que não seja o irmão, é preciso conhecer a história individual e familiar dela.

  • Janaina Moreira
    Postado às 00:16h, 01 novembro Responder

    Texto muito bom.. Tenho dois filhos 1 de 5 anos e uma menina de 7 anos. O meu filho quando tinha mais ou menos 1 ano e meio se masturbava direto mais eu sabia que ele estava se descobrindo e deixava, a uns dias atrás conversando com a minha filha sobre ela não deixar ninguém tocar o corpo dela e ela perguntou se nem o irmão dela podia, e eu disse que não. Ela me disse que havia tocado nela, fiquei sem saber o que fazer e o que falar. Ontem estava os dois brincando e do nada ficou um silêncio, fui ver o que estavam aprontando e ele estava com a mão na perereca dela é o pipi dele estava duro. Eu não estava acreditando no que via. Briguei muito com os dois e estão de castigo, Ele por ter tocado nela e ela por deixado..
    O que eu devo fazer fico angustiada devo procurar ajuda em psicologa??
    Desde de já agradeço

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 12:09h, 01 novembro Responder

      Janaina, se a angústia é muito grande, buscar ajuda psicológica pode ser um bom caminho para tentar entender o que te angustia.

  • Ariane Carvalho
    Postado às 14:00h, 31 outubro Responder

    Boa tarde;
    Minha afilhada perguntou para a mãe por que a vagina dela “arde” quando ela vê alguém se beijando.
    Ela tem 6 anos e nunca apresentou atitudes de explorar seu corpo.
    O que podemos falar para ela sobre essa questão? Como podemos orienta-la?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 12:05h, 01 novembro Responder

      Ariane, seria interessante perguntar para a criança onde ela vê pessoas se beijando, já que esta é uma situação que sugere uma superexposição a estímulos sexuais que ela ainda não dá conta de lidar.

  • José
    Postado às 20:29h, 26 outubro Responder

    Parabéns pelo texto e por tamanha dedicação em responder cada comentário.

    Minha filha recebeu o primeiro beijo na boca no seu aniversário de 5 anos, qdo um amiguinho estava com ela sozinha no quarto, desde esse dia ela disse que tinha namorado, que iria casar com ele, etc, Levamos numa boa.
    Mudamos de cidade depois de um tempo, hoje ela tem 6 anos, e há uns 3 meses disse que tem um novo namorado, já que perdeu o antigo, teve beijinho na boca entre ela, o menino e até outra menina, todos da mesma idade.

    Até aí ok também, brincadeiras são normais.

    Hoje o menino e minha filha ficaram brincando e agora a noite eu conversando com ela o que eles estavam cochichando ela me disse que ele queria ver a vagina dela, e ela não deixou, mas daí ele quis morder por fora da calça, e ela deixou.

    Quando ela me disse isso, agi naturalmente, e depois passado um tempo chamei ela pra conversar no sofá, disse que não podia fazer isso, que o corpinho dela ninguém pode por a mão e acabei desmoronando, chorei, e a reapreendi não com violência, na verdade fui bem calmo, mas disse que ela não iria mais na casa dos amigos e ninguém viria aqui até ela entender esse limite, sempre reforcei que criança não namora, mas levava numa boa, hoje não aguentei e estou buscando orientação.

    Lendo os outros comentários até penso que o ocorreu aqui em casa é pequeno, mas eu acho que precisa de um limite, fico pensando qual é o próximo passo.
    Abraços

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:39h, 27 outubro Responder

      José, seria interessante você refletir um pouquinho sobre o que te levou a “desmoronar” (o que você pensou, passou pela sua cabeça). Na medida em que você tem mais claro quais são suas dúvidas e receios, fica mais fácil traçar os limites.
      Mesmo que criança não namore, as brincadeiras sexuais infantis são gostosas. Para a criança é importante que o adulto possa reconhecer isso, pois do contrário, ela pode entender que o limite é uma proibição ao que é prazeroso.
      Parece-me que existe um bom espaço de diálogo entre você e sua filha. Aproveite isso e vá aos poucos apresentando quais são os limites e seus porquês. Só assim a criança pode ir construindo um sentido para o que não pode.
      Interessante também que você possa nomear quais as partes do corpo dela que outras pessoas não podem tocar (e o mesmo vale para ela em relação ao corpo de outras pessoas), já que nas relações sociais tocamos as pessoas ao sentar bem próximo, dar as mãos, abraçar, etc.
      Abraço,
      Patrícia

      • José
        Postado às 10:37h, 27 outubro Responder

        Muito obrigado pela resposta,

        Sim, nós temos um diálogo muito bom, acho que vou precisar de um serviço especializado como o de vocês para poder conversar mais sobre o assunto. rs

        Mas deixando aqui registrado para outros pais, eu não tenho total certeza, mas acho que foi o fato de talvez estar falhando em ser um bom pai, o medo do que pode acontecer com ela num futuro, pois apesar de eu até concordar que poderia ser saudável isso entre crianças da mesma idade, não seria fácil ela entender, que com seu amiguinho pode e com uma pessoa mais velha não pode.

        Hoje, passado o ocorrido e com mais calma, conversamos novamente fiz o que você sugeriu, botamos limites.
        Na cabeça dela, ela me explicou que era só uma massagem e que foi gostoso, eu pedi para ela que se quisesse fizesse essa massagem em casa e sozinha.

        Para finalizar deixo a parte de um texto da Raphaela, que eu gostei muito:
        “E é justamente porque a malícia mora nos olhos de quem vê, que somos reféns, responsáveis por cuidar daqueles cujos olhos são inocentes demais para enxergar.”
        Original: https://www.instagram.com/p/BaU3RbhlLDU/?taken-by=a.maternidade

        Enfim, obrigado mais uma vez, vcs estão fazendo um excelente trabalho.

        • Patrícia L. Paione Grinfeld
          Postado às 12:55h, 30 outubro Responder

          José, educar é a arte de dizer muitas vezes as mesmas coisas! De fato não é tão fácil para uma criança, num primeiro momento, entender por que duas crianças de mesma idade podem fazer coisas que ela não pode fazer com pessoas de outra idade. Mas na medida em que explicamos os porquês, a criança vai construindo um sentido para nossa fala.

  • Glau
    Postado às 21:21h, 24 outubro Responder

    Boa noite. Gostaria de saber o que dizer pra minha filha de quase 4 anos nesses momentos em que a vejo esfregando ou que ela mesma me relata que colocou a língua na boca da coleguinha, do irmão dela de 6 anos. Sempre há episódios relacionados a essas coisas om ela. Não sei o que e como dize ou ajuda lá.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:04h, 25 outubro Responder

      Glau, nessas situações é importante o adulto reconhecer junto à criança que tais comportamentos geram uma sensação gostosa, mas que há alguns limites para que a “brincadeira” aconteça. Os limites envolvem as noções de público e privado e o que ela e outras pessoas podem ou não fazer com o próprio corpo e o corpo de outrem.

  • Mayara
    Postado às 16:23h, 24 outubro Responder

    Oi tenho um filho de 6 anos e quando ele vai evacuar fica com o pipi duro isso é normal ou devo me preocupar?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:59h, 25 outubro Responder

      Mayara, se preocupar com o quê?

  • Giselle Paiva
    Postado às 00:08h, 19 outubro Responder

    Olá boa noite, minha filha tem 2 anos e 5 meses e ultimamente vem mexendo nas partes genitais dela, ela para em um canto fica passando a mão o se tiver com algum objeto, coloca lá, estou preocupada, pois por ser um criança inofensiva, fico com medo de certas coisas…

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 07:08h, 19 outubro Responder

      Giselle, “medo de certas coisas” talvez se traduza por medo de alguma forma de abuso sexual, não? Apenas a manipulação genital não nos diz muita coisa, exceto quando ela se torna excessiva, pois pode indicar que a criança esteja passando por um momento de muita angústia. Nestes casos, é preciso investigar o que causa a angústia (ela pode ou não estar ligada a qualquer forma de abuso). Em relação ao uso de objetos é preciso orientar a criança, já que alguns objetos podem machucá-la. Sugerimos a leitura deste texto aqui.

  • Lidiane Lima
    Postado às 22:03h, 17 outubro Responder

    Boa noite! Gostaria de uma orientação. Minha filha de 5 anos me contou hoje que na semana passada estava brincando com seu amiguinho de 6 aqui na nossa piscina e que ela pediu para brincar de médico e que ele sugeriu que ela abaixasse a calcinha, para que ele jogasse com uma garrafinha água na perereca Dela e depois que ela jogasse no piu piu dele. Perguntei se isso foi apenas 1 vez e se ele tocou na perereca Dela, ela disse que não. Mas confesso que fiquei arrasada pois sempre oriento minha filha sobre isso, inclusive em relacionado a brincadeiras. Esse coleguinha é muito bonzinho e nunca tinha percebido nada de diferente no comportamento dele. Agora eu fico pensando será que isso é apenas uma curiosidade inocente? Pretendo conversar com a mãe dele também, pois já conversei com a minha filha e ela disse que não vai mais brincar desse jeito é se alguém pedir que ela vai dizer que “mexer na perereca não é brincadeira”. Penso que não é legal cortar a amizade deles, mas que temos que vigiar e conversar com os pais para que essa curiosidade não ultrapasse os limites. O que você acha? Pode me dar um conselho? Obrigada!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 19:52h, 18 outubro Responder

      Lidiane, o que te deixou arrasada? O que você percebeu de diferente no comportamento do amigo da sua filha? Se esta situação é uma brincadeira pontual, por que tanta preocupação?

  • Flávia
    Postado às 19:13h, 16 outubro Responder

    Olá eu tenho um filho de 13 anos e peguei ele trancando com minha filha de cinco o q eu faço a respeito eu deixo??

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:37h, 17 outubro Responder

      Flávia, a questão não é estarem trancados, mas por que precisam se trancar. Se se trancam para alguma forma de exploração dos corpos, é preciso interditar – pela diferença de idade entre ambos e por serem irmãos.

  • Maria de Fátima da silva
    Postado às 03:02h, 16 outubro Responder

    olá adoraria uma orientação estava em busca de assuntos assim pra quê de alguma forma mim ajudasse , tenho uma menina de 3 anos à uns meses atrás ela mostrou todos esses comportamentos relatados pelas mães, de início fiquei apavorada porque qnd criança sofre abuso sexual pelo meu pai de criação não tive assistência de forma nenhuma e hoje aos 31 anos tenho certeza que por essa agressão eu não tive infância não sinto nem saudades influenciando tb na minha adolescência. Mas com a graça de Deus hoje estou bem porém muito medo por minha menina uma semana atrás flagrei um coleguinha de 8 anos levantando o vestido dela e acariciando a genitália dela, fiquei muito chateado reclamei com a tia dele enfim coloquei minha filha de castigo explicando a ela que o motivo era porque ela não deveria ter permitido o contato do coleguinha que assumiu pra mãe dele já ter feito outras vezes com ela.
    Como devo agir? já conversei muito mas ela não fala eu só sei porque flagrei, mim ajudem mim digam ela precisa de psicólogo?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 07:52h, 16 outubro Responder

      Maria de Fátima, é bastante comum que mães e pais que foram vítimas de abuso sexual na infância, por temor de que seus filhos sofram o mesmo, se apavorem diante de qualquer manifestação da sexualidade na criança. Se de um lado existe o desejo de protegê-los, de outro, corre-se o risco de impedir explorações inclusive saudáveis. Nestas situações, sugerimos que os adultos busquem um espaço terapêutico para que possam elaborar a experiência vivida e discriminar o que é dele e o que é da criança diante destas situações. Isso, inclusive, pode ajudar a reconhecer situações de possíveis riscos para a criança.
      Em relação a como agir com sua filha, o mais importante é ir marcando nas conversas quais os limites do que ela e outrem podem ou não fazer com o corpo dela.

  • Guinha
    Postado às 16:23h, 14 outubro Responder

    MInha filha tem 2 anos e alguns meses…de uns tempo pra ca, ela vem apresentando um comportamento um pouco estranho pra sua idade. Ela coloca varios dedos dentro da vagina, faz isso a qualquer hora….cospe na mão e fica esfregando e colocando dentro também. Não sei e não entendo até quando é normal essas coisas e estou ficando preocupada

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 11:46h, 15 outubro Responder

      Guinha, é muito difícil fazer uma avaliação sem conhecer a criança. Porém, como você diz que este comportamento ocorre “a qualquer hora” e seguindo um certo “ritual” é preciso avaliar se existe algo esteja angustiando sua filha em demasia (neste caso, ela encontraria na masturbação alívio para a angústia). Um psicólogo infantil ou familiar poderá fazer esta avaliação.

  • Suelen
    Postado às 00:35h, 13 outubro Responder

    Peguei meu enteado de 7 anos com uma mão no bumbum e a outra no pinto duro. Eu agi naturalmente perguntando pq ele não largava o pinto para passar o sabão no corpo e ele respondeu que estava com vergonha de mim. Eu retruquei, vergonha de que se te ajudo sempre a tomar banho?
    Aí perguntei pq ele estava com o pênis duro e ele respondeu que não sabia…
    Ja faz um ano mais ou menos que peguei ele cim a mão no bumbum e logo imaginamos que ele tenha se descoberto, contudo, viu sua mãe tendo relação com um parceiro que tinha na época…
    Chamei o pai dele para assumir o banho e ele também ficou com vergonha.
    O que devemos fazer quando ele estiver assim?
    Ele não pergunta nada, devemos chamar ele e conversar sobre?
    Notei além da vergonha um certo medo, mas nós nunca o repreendemos por isso. É a terceira vez que vemos algo.
    Pq ter medo?
    Estamos zem saber o que fazer e o pai está desesperado por ele estar associando o que tem feito ao ânus.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:28h, 13 outubro Responder

      Suelen, pode ser que seu enteado esteja mesmo com vergonha, o que torna importante respeitar este sentimento. Aos 7 anos, a criança, se não apresenta nenhuma limitação intelectual ou motora, já tem condições de tomar banho sozinha.
      Quanto a não fazer perguntas, algumas crianças não as fazem. Nestas situações, cabe ao adulto, conforme surgem as oportunidades, ir conversando com a criança. Por exemplo, se ela diz que tem vergonha e se esconde, é possível conversar sobre vergonha, sobre o corpo, sobre o que pode ou não ser mostrado e onde, etc.
      Em relação ao medo, experimente conversar sobre suas impressões: “Me parece que você fica com um certo medo quando nos aproximamos de você no banho (se é esta a situação, já que não ficou muito claro). Você prefere que eu me afaste? Você fica mais confortável com seu pai te ajudando? Alguém já mexeu com você de alguma forma que você não gostou, achou estranho, ficou sem entender?”.
      Estas são algumas perguntas que ajudam a pensar numa possível conversa com a criança. Jamais devem ser feitas à criança na forma de inquérito, pois se o objetivo é conversar, se ela se vê sendo interrogada, ela recua.

  • caroline
    Postado às 17:21h, 09 outubro Responder

    olá gostei muito do texto minha filha vai fazer ainda 2 anos e desdo seus 1 aninho quando começou a andar ela tem uma fralda de cheirinho e ela coloca a fralda na parte intima deita de brusco e fica fazendo movimentos esfregando e tem dia que se estamos deitados ela sobe em cima de mim e do pai e começa a se esfregar ontem ela me pediu a minha mão no lugar da fralda eu fiquei focada meu Deus ela sempre faz isso desde muito nova e não entendo se tem uma faixa etária para iniciar essa questão sexual o pai dela sempre me ajuda muito desde pequena dando banho trocando pode ter alguma relação com o contato masculino uma figura diferente da dela ?ou seria mesmo só a descoberta do seu corpo !

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 18:32h, 09 outubro Responder

      Caroline, uma coisa é a criança usar uma fraldinha para obter prazer; outra, é usar o corpo dos pais ou qualquer outro adulto. Quando isso acontece é preciso colocar limite, dizendo que ela pode mexer nos próprios genitais, mas sem fazer uso do corpo de um adulto. Em relação aos cuidados íntimos, o que o gênero do cuidador poderia interferir na situação de masturbação?

  • Caroline Bertolli
    Postado às 05:49h, 09 outubro Responder

    Ola Obrigada pelo texto!
    Meu filho tem 6 anos e há 1 ano atras teve uma experiencia com o meu sobrinho que tem 7. Eu não vi, mas ele me contou que que os dois ficaram se tocando e colocando a boca no pênis um do outro. Na época conversamos muito com eles, e por meu filho já fazer terapia segui os conselhos da terapeuta na época, que basicamente era conversar e estabelecer limites onde cada um tem o seu corpo e um não pode tocar no corpo do outro. Não aconteceu de novo com o meu sobrinho, mas meu filho esse fds em um sitio ficou sozinho com outro menino e repetiu o acontecido, quando foram abordar ele ( eu não estava no sitio, ele estava com a minha mãe) ele disse que brincou assim com o primo e gostou e queria repetir. Gostaria de saber se podemos incentivar a masturbação nesse caso, nunca vi ele se masturbando, tenho receio que ele associe prazer com o que aconteceu com o primo e busque o prazer dessa forma, sendo que se ele se masturbar tera prazer sozinho. Não sei, me ajuda, ele não faz mais terapia. Gostaria também de saber se tem indicação de algum livro com esse tema para ele.
    Obrigada

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 18:20h, 09 outubro Responder

      Caroline, mais do que incentivar a masturbação, é importante conversar com seu filho sobre os limites entre o corpo dele e o de outras pessoas. Quanto à indicação de livro, não conhecemos nenhum interessante que fale sobre a masturbação e/ou sobre os limites corporais (em geral eles falam mais sobre a origem dos bebês). Porém, livros que abordam a sexualidade, como os citados neste texto aqui, podem ser bons disparadores de conversa.

  • Ana Maria
    Postado às 00:34h, 09 outubro Responder

    Boa noite, minha filha tem 6 anos e desde os 3 anos cruza as pernas até escorrer suor de seu corpo, Isto vem e volta já levei ao médico e ela não tem nada. Fui chamada na escola devido a isso varias vezes e já estou desesperada pois já havia algum tempo que ela não fazia e começou novamente. Devo leva-la em um psicologo?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 17:57h, 09 outubro Responder

      Ana Maria, se esta é uma situação que te desespera, pode ser interessante buscar ajuda de um psicólogo.

  • ANDREIA COELHO
    Postado às 23:02h, 04 outubro Responder

    BOA NOITE!! AMEI SEU TEXTO, E GOSTARIA DE UMA OPNIAO. FUI CHAMADA NA ESCOLA DO MEU FILHO POIS ELE ESTAVA MOSTRANDO O PENIS ,PARA OS AMIGOS E SEGUNDO A PROFESSORA QUANDO ANDAVA PASSAVA ENCOSTANDO NOS COLEGAS EU NOTO QUE ELE MECHE MUITO NO PENIS, DIZ QUE COÇA, MAS O QUE PODE SER ESSE COMPORTAMENTO DELE.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:18h, 05 outubro Responder

      Andreia, primeiramente é preciso avaliar se há alguma alergia no genital ou infecção urinária (só um médico poderá fazer esta avaliação). Se estas ou outras possibilidades orgânicas forem descartadas, podemos considerar a “coceira” como excitação, que leva à manipulação genital. Se este comportamento se torna recorrente é recomendável buscar ajuda de um psicólogo, já que a masturbação excessiva pode indicar a presença de uma angústia intensa para a criança.

  • Menezes
    Postado às 07:54h, 04 outubro Responder

    Bom dia! Tenho um filho de 4 anos. Percebi que ele estava em alguns momentos curioso com sua genital. No início achei algo normal por ele ficar mexendo, olhando…. Mas depois vi ele fazendo video e tirando fotos do pénis duro. E outro momento , ele estava colocando na boca da avó que estava dormindo . Isso é normal??

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 13:10h, 04 outubro Responder

      Menezes, a criança até pode querer fazer foto e vídeo com seu pênis duro. A questão é, para quê ela quer isso, numa idade tão precoce, em que as crianças não estão muito preocupadas em “se mostrar” (pensando que fotos e vídeos têm esta finalidade)? Para quem ela mostraria tais fotos e vídeos? Em relação ao segundo momento, podemos dizer que este também não é um comportamento esperado por uma criança!

  • Francisco xaves
    Postado às 01:03h, 04 outubro Responder

    Boa noite, preciso muito da ajuda de vocês.
    Minha sobrinha de 3 anos de idade, brincou com suas partes genitais(em forma de masturbaçáo) e reprendi e perguntei onde ela tinha aprendido. E sempre que ela me responde relaciona ao avô dela, peço ajuda de vocês, oq faço?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 13:03h, 04 outubro Responder

      Francisco, as crianças descobrem e exploram o próprio genital, na grande maioria das vezes, sozinhas. Se alguém lhe pergunta “onde ou com quem você aprendeu isso”, pode acontecer de ela responder o nome de alguém porque imagina que não poderia ter aprendido a se tocar sozinha. Mas, sabemos, há crianças que são sexualmente abusadas. Como desconhecemos o que leva sua sobrinha a mencionar o avô quando perguntada sobre o ato de se masturbar, sugerimos observar o comportamento entre o avô e a criança, bem como outros comportamentos da criança, e buscar ajuda especializada caso suspeite que ela possa estar sendo sexualmente abusada.

  • Angeline Ferreira
    Postado às 18:07h, 23 setembro Responder

    Boa noite! Me ajudem por favor!!!! Socorro?? Meu nome é Angeline tenho um filho de 8 anos desde de segunda feira dia 15/09/2017;. O Meu filho surtou só que ficar pelado sem cueca e mexendo no pênis levei no médico lá fez todos os exames não deu nada do médico me deram uma guia onde levei ele no psiquiatra , chegando lá passaram um remédio pro meu filho ficar calmo porque estava nervoso , não queria por a roupa , desde de segunda sem ir na escola e continua sem roupas não sei o que faço , na sexta feira levei na psicológico e a mesma me falou que ele é normal e que era pra deixa até domingo assim é segunda feira levá-lo para a escola ,. Me ajudem por favor !! Não sei mas o que fazer!!!!!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 13:50h, 25 setembro Responder

      Angeline, compreendemos sua angústia diante desta situação; porém, sem conhecer seu filho, não temos como ajudá-la. Importante que você siga as orientações recebidas pelos profissionais que o avaliaram e, caso a situação continue, sugerimos uma reavaliação.

  • Greice de Oliveira
    Postado às 06:09h, 14 setembro Responder

    Primero quero agradecer MUUUITO ao editor desse texto. Me ajudou muito com a resposta que eu procurava desde os 12 anos, hoje estou com 20 anos e finalmente achei o que eu tanto queria. Muito obrigada.

    e para as mães/pais, peço que vocês conversem SIM com seus filhos, vi que algumas mães se espantaram com o “conversar com a criança sobre”, mas é fundamental, pois eu fiz coisas quando criança dá qual eu me arrependo muitooooo… coisas que não são apropriadas para crianças estarem fazendo, talvez se a minha mãe tivesse me corrigido na primeira atitude, eu não teria cometido as outras. São coisas que até hoje eu me pergunto, “como posso ter tido uma mente tão suja?”, “como pode uma criança ter feito isso?”. Talvez essas atitudes tenham resultado na minha vida sexual hoje, sou bissexual, não sei se possa ter alguma coisa haver, mas provavelmente tenha.
    então conversem com seus filhos.

    E mais uma vez, agradeço muito a quem fez o texto. Eu passei metade da minha infância e adolescência toda achando que fosse ninfomaniaca Por conta do meu passado. Essa informação tirou um peso enorme de cima da minhas costas. Muito obrigada

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 15:37h, 14 setembro Responder

      Bom saber que gostou do texto, Greice!

  • Roziane mota
    Postado às 22:16h, 11 setembro Responder

    Olá…. preciso de ajuda…. pois tenho um filho de 7 anos e uma menina de 3 …… alguns dias … ele se trancou no quarto com ela quando cheguei perto da porta ouvi ele falando baixinho para ela deixa eu ver sua “pepeca” não tive outra escolha tive que bater na porta… mas não sabia o que falei… perguntei o que estava acontecendo. … ele se calou… ela inocentemente falou…. ele pediu para ver minha “pepeca” e me abraçou assim.(se esfregando) estou perdida….. falei que não podia…… pois aconteceu novamente. …o que eu posso fazer?

  • J Larissa Silva
    Postado às 13:10h, 04 setembro Responder

    Até gostei do posto,mas acho os conselhos muito incomuns ,já fui criança e não me lembro de meu país terem que me dizer a respeito do meu comportamento sexual aos 5 anos,mas lembro de sentir prazer e brincar com amiguinhos disso, só que eu tinha 10 anos e não 3, ou 4 mas isso porque vi filme pornô e descobri dessa forma agora não tem por que uma criança fazer coisas das quais ela nunca viu e desconheçe,ela sabe o prazer do próprio corpo claro ela se toca mas fazer coisas com outro colega sem nunca ter visto algo do tipo não tem nada de normal nisso,eu li esse texto por que tenho uma filha de 3 anos que toca nela mesma raramente e percebo o motivo ,mas não é algo assustador é algo q sei q ela sente, e apenas queria saber se realmente acontece na idade dela e como eu deveria lhe dar para não evoluir e nem ser incenssivel com ela procurar entender apenas,mas esses comentários são realmente muito estranhos e assustam e os conselhos mais ainda , criança é criança e tem que agir como criança se Passar disso acho q devemos estar mais próximos dos dos filhos e fazer com que se sintam seguros e que tudo isso passa e não é mais importante do que viver a verdadeira infância que é se sujar correr sorrir bagunçar se desentender e depois voltar a brincar fazer de conta que o mundo não existe e depois crescer e pensar poxa como eu gostaria de ser criança de novo pois minha infância foi incrível… Tudo tem seu tempo façam seus filhos perceberem que apesar de dar prazer fazer essas coisas existem outras que trazem mais alegria e valem mais apena viver brincar de correr e se sujar e de pega pega ou bicicleta no parque é bem mais legal ter momentos felizes é bem mais legal do que fazer essas coisas que não são para crianças fazerem essa brincadeira só diverte os adultos RS mas ainda assim é tão rápido que ninguém troca um dia de alegria por 1 hora de prazer ,apenas faça de uma forma delicada e amoraza eles entenderem que tem tempo pra tudo é isso é bobagem agora brincar é muito mais legal é sexo não é brincadeira!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 13:07h, 05 setembro Responder

      Larissa, não lembramos de tudo o que vivemos e experimentamos na primeira infância. Especialmente no que se refere à sexualidade, muitos conteúdos ficam recalcados (apagados) e por isso temos a impressão de não termos vivido ou tido determinada experiência. Quando tudo vai bem com a criança, ela explora o próprio corpo como forma de conhecê-lo e obter prazer através dele. Isso é esperado, faz parte do desenvolvimento saudável de todo ser humano. Mas, como em tudo, há situações que extrapolam aquilo que é esperado na infância, situações estas que precisam ser avaliadas e cuidadas. Abraço, Patrícia.

  • Elena kimas
    Postado às 20:24h, 03 setembro Responder

    Minha sobrinha falou q foi molestrada pelos tio dizendo ela q faz 2 anos oque a familia tem q faze

  • Maria da Penha
    Postado às 16:18h, 31 agosto Responder

    Olá, gostei da matéria e queria que me tirasse uma dúvida. Tenho uma sobrinha de 6 anos e desde os 4 ela se masturba. Todos os dias… Várias vezes… É só ficar sozinha… Mais quando tinha 5 ela ficou literalmente com um menino de 7 anos porque quis… Ela disse que gostou e agora ela gosta muito de ficar sozinha com meninos e meninas…. Pede beijo e tudo mais… A mãe dela conversa muito com ela mais não adianta.. as pessoas ficam horrorizadas pois ela faz isso em qualquer lugar…. O se pode ser feito?? A mãe dela não quer procurar ajuda…

  • Ana Cláudia Barbosa
    Postado às 13:54h, 25 agosto Responder

    Amei a matéria! Tenho um filho de 6 anos e numa situação rotineira vi que ele queria q seu irmão de 1 ano pegasse no piu-piu dele! Dai perguntei onde ele aprendeu isso e a resposta me deixou muito preocupada: meu coleguinha da escola disse que é legal pegar no pinto um do outro e até encosta o dele em mim! Fiquei pasma! Fui a escola verificar, dai as professoras de dança e música me disse que ele passa muito a mão nas meninas e tenta beija-las! Estou perdida no que fazer em relação a isso.Por favor me ajude. Devo procurar ajuda pscologica para ele?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 11:06h, 26 agosto Responder

      Bom saber que gostou do texto, Ana Cláudia! As crianças nesta faixa etária exploram o próprio corpo e o corpo de seus pares. Cabe ao adulto ir contando-lhes o que elas podem ou não fazer e em quais lugares (em nossa cultura, algumas manifestações da sexualidade são da ordem do privado). Por exemplo, é preciso dizer para a criança que só tocamos no corpo de outra pessoa se ela autorizar (assim como só devemos permitir que toquem no nosso se quisermos). Ajuda psicológica só se faz necessária quando as brincadeiras sexuais passam a ocupar um pedaço grande da vida da criança – acontecem com muita frequência e/ou se dão sempre da mesma maneira, a criança perde interesse por outras atividades, a criança apresenta outros comportamentos que não apresentava, entre outros. Abraço, Patrícia.

  • Stelly Cândida de Freitas
    Postado às 07:52h, 18 agosto Responder

    Bom Dia..
    Meu filho tem 6 anos e descobrir que ambos estavam se acariciando e nao tenho certeza mas acho que meu filho colocou a boca no meu sobrinho.. TO desesperada.. será que meu filho não tem inocência? Como devo agir ?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:51h, 18 agosto Responder

      Stelly, a primeira coisa é não se desesperar, porque no desespero não conseguimos pensar muito. Por mais natural (inocente) que possa ser a exploração genital entre crianças, cabe ao adulto dizer o que elas podem ou não fazer com o próprio corpo e o corpo do outro. A transmissão dessas regras sociais devem acontecer conversando e não punindo, dando espaço para que a criança também possa falar. Abraço, Patrícia.

  • Rafaela
    Postado às 00:51h, 11 agosto Responder

    Oi, preciso de uma orientação.. Minha filha me contou agora pouco que um amiguinho tocou nas partes íntimas dela e deu um beijo nela . Me pediu segredo e chorou muito ,disse que estava com medo de me contar . Não consigo dormir , estou mal .. como posso agir ? Será que ela vai precisar de um psicólogo ?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:52h, 11 agosto Responder

      Oi Rafaela! O que te tocou tanto nesta história? Que forma de orientação você precisa? Abraço, Patrícia.

  • Gustavo
    Postado às 17:06h, 10 agosto Responder

    Sou pai, meu filho de 5 anos que me tocar nas partes intimas, eu fico o tem pó todo censurando ele, mas ele fica insistindo. Já fiz de tudo mas ele insiste.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:46h, 11 agosto Responder

      Gustavo, às vezes é preciso falar muitas vezes a mesma coisa para a criança. Nesta situação, existe uma regra cultural bastante clara: criança não toca nas partes íntimas do adulto e adulto não toca nas partes íntimas da criança (neste último caso, exceto na higiene das crianças que ainda não têm autonomia para fazê-la sozinha). Isso já foi dito para o seu filho? Abraço, Patrícia.

  • Caroline Mourão
    Postado às 16:22h, 10 agosto Responder

    Super interessante este texto. Caí aqui por acaso pesquisando sobre uma possível explicação científica para meu filho estar com mania de falar em pinto, bumbum o tempo todo.
    Eu já sofri abusos quando criança e abri mão de trabalhar pra poder estar em casa com meus filhos e ter a certeza que ninguém se aproximaria deles pra lhes fazer mal. Não os deixo sozinhos com ninguém (mesmo, nem parentes, nem babá), faço controle parental de tudo o que eles tem acesso na TV, limito o acesso à internet (eles não tem tablet e nem livre acesso a nenhuma tecnologia), temos diálogo super natural sobre o corpo quando as perguntas aparecem e respondemos as coisas com a linguagem que eles entendem e apenas ao que eles perguntam.
    Meu filho se queixou de um coleguinha lhe ter dado um soco na genitália outro dia. E no dia seguinte disse que na piscina o menino pegou de novo na genitália dele. Fui na escola reportar a queixa do meu filho e perguntar se a professora viu, se foi realmente isso o que aconteceu. E a coordenadora me disse que é o meu filho quem está agarrando a genitália dos outros meninos, e o menino só se defendeu do “ataque”. Ela aproveitou pra dizer que meu filho não tem se concentrado nas aulas, não quer obedecer as orientações das professoras.
    À primeira vista, isso seria normal da fase do desenvolvimento ou pode ser algum indicativo de trauma? Os únicos momentos que ele fica longe dos nossos olhos é quando está na escola (e acredito ser praticamente impossível que ele possa estar sofrendo algum tipo de abuso sexual no ambiente escolar),
    E você me recomendaria procurar um psicanalista ou esperar mais um pouco pra ver se isso cai no esquecimento dele?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:40h, 11 agosto Responder

      Olá Caroline! Bem vinda ao blog da rede Ninguém Cresce Sozinho! Você pode acompanhar nossos textos por aqui, pelo Facebook, Twitter, Linkedin ou Instagram!
      Em relação à criança falar em pinto, bumbum o tempo todo, sugerimos o texto Palavrinhas e palavrões.
      Quanto ao que contou sobre seu filho, não temos como dizer o que pode estar acontecendo com ele sem conhecê-lo. Uma criança pode pegar a genitália de outra criança ou não se concentrar em aula por diferentes motivos. Se estas situações te preocupam ou de alguma forma prejudicam seu filho, pode ser interessante conversar com um psicanalista. Abraço, Patrícia.

  • Romilda Silva
    Postado às 01:26h, 02 agosto Responder

    Nossa, essa matéria me abriu meus olhos e com certeza vai me ajudar a ter um diálogo com minha filha, ela tem 2 ano e 8 meses e reparei que ela só queria ficar andando pelada pela casa e de uns tempos pra cá ela começou a se masturbar distraidamente enquanto assistia TV ou usava o pinico, eu e meu marido sem entender começamos a dar broncas e ela sempre se sentia mal a ponto de chorar e abraçar a gente como um pedido de desculpas, não sei se é um trauma meu de infância pois já sofri abuso sexual, e tive medo de ela ter visto ou alguém ter feito algo com ela, já q ela possui muitos primos mais velhos q ela é que moram perto da nossa casa! Eu e meu marido estamos atentos, mas a minha pergunta é : quanto tempo dura essa curiosidade? O que podemos fazer pra que isso não seja frequente? Não quero que minha filha passe pelo o que eu passei pois isso me prejudicou muito psicologicamente!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:59h, 02 agosto Responder

      Romilda, é bastante comum as crianças nesta idade gostarem de andar peladas. Em geral isso acontece em paralelo ao desfralde, quando a criança tem um “acesso mais livre” aos genitais. Como você colocou, a masturbação infantil, característica da descoberta da criança pelos prazeres que ela pode obter sozinha com seu próprio corpo, se dá de um jeito distraído, leve. Tal gesto pode acompanhar a criança durante toda a infância. Em relação à frequência, isso só deve ser um fator de preocupação quando este “jeito distraído” passa a ser tenso e intencional, no sentido de trazer alívio a eventuais tensões que a criança pode estar sofrendo (não necessariamente abuso sexual). Abraço, Patrícia.

  • Gessica da Silva Ferreira
    Postado às 08:58h, 01 agosto Responder

    Gostaria de saber se é normal meu filho de 03 anos diz que o pênis está coçando e quando fica sem cueca coloca o pênis para trás e começa a mexer e depois o pênis está ereto e não quer que nem eu nem o pai fique perto, ai vou levá lo no pediatra para saber se é normal, mas se puder me informar como lidar com essa situação. cheguei até pensar que fosse algo relacionado a fimose, mas como o pênis fica ereto acho que deve ser sexualidade avançada.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 11:23h, 01 agosto Responder

      Gessica, importante sim consultar o pediatra. Ele poderá fazer essa avaliação. Abraço, Patrícia.

  • Jéssica Silva
    Postado às 08:13h, 29 julho Responder

    Olá, li a matéria e achei muito interessante, meu filho tem 5 anos e é uma criança muito esperta e inteligente. Mas desde que conheceu um amiguinho (neto do meu namorado) tenho notado algumas coisas que me preocuparam. Eles tem a mesma idade, é o amiguinho vive pedindo beijos aí meu filho, já conversei com os dois, disse que não pode, que são amiguinhos e crianças. Esses dias o amiguinho disse que queria lamber o bumbum do meu filho. No momento eu não vi, meu filho contou ao pai dele depois, uma pessoa que não entende esse assunto é prefere não entender! O fato é que são duas crianças da mesma idade, desde que começou a amizade com esse menino que despertou isso no meu filho, a mesma coisa diz a mãe do menino pra mim, me preocupa pq esse menino é bastante agressivo quando reprimido. Será que isso pode ter vínculo com algo que viu, ouviu ou sofreu e ninguém sabe? Me preocupo mais em explicar essas coisas ao pai do meu filho do que ao meu próprio filho, digo isso pela ignorância que ele passa nesse assunto, enquanto que meu filho ouve e compreende quando o explico o certo é o errado!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 18:24h, 31 julho Responder

      Jéssica, não temos como saber se o que anda acontecendo com seu filho tem ou não alguma relação com algo que ele tenha visto, ouvido ou sofrido. Por isso, vale à pena seguir observando, conversando para que possa avaliar se este é um comportamento típico da idade ou não. Abraço, Patrícia.

  • Ana Vieira
    Postado às 11:36h, 28 julho Responder

    Gsotei.muito dos comentarios , porem me surgiu uma duvida . Minha filha começou a se masturbar com 03 anos de idade , fiquei chocada em ver aquela sena no sofa. Ela se tremia tda e virava os olhos por uns 3 min . Disseram ser normal que não podia reprimir , conversei com ela sobre o assunto e coloquei limites . Achei que criança com aquela idade deveria ser inocente, brincar como as outras crianças mais não a minha filha fazia isso com frequencia .O tempo passou ela cresceu e ja adolecente teve coragem de me contar que era molestada pelo avô desde 03 anos de idade . Ela me contou do que se lembrava , como era , qdo acontecia …muito triste isso . Dai me surge uma duvida ela se masturbava pq estava sendo molestada isso fez com que ela descobrisse a sexualidade ?
    Uma criança que se masturba pode estar sendo molestada ?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 18:18h, 31 julho Responder

      Ana, tua colocação contribui muito para fazermos uma distinção entre a masturbação infantil enquanto exploração e descoberta do próprio corpo pela criança, e a masturbação como manifestação de algo que acontece na vida da criança. Na primeira situação, a masturbação pode ser definida como uma brincadeira prazerosa com os próprios genitais; ela é leve, tranquila. A segunda situação é marcada pelo excesso, seja na frequência e/ou na intensidade em que a masturbação acontece. Este excesso pode sinalizar que a criança está sendo exposta à sexualidade adulta, como nos casos em que a criança é molestada, exposta a filmes, entre outros. Infelizmente, quando há estas formas de exposição, a criança acaba sendo apresentada à sexualidade adulta, atropelando sua experiência sexual infantil.
      Abraço, Patrícia.

  • Laura Maciel
    Postado às 01:00h, 18 julho Responder

    Olá amei o texto o blog … Minha filha tem 3 anos e meio e a um mês percebi ela se afastando no quarto onde estava eu ela e a irmã de 6 anos assistindo Barbie , ela se deitou de barriga no tapete e esticando as pernas começou a contrair o bumbum várias vezes eu não chamei a atenção nem nada fique esperando ela parar e ela ficou assim durante uns 3 minutos quando ela percebeu que eu estava olhando e veio sorrindo como se estivesse brincando , ela estava toda suada , perguntei oque ela estava fazendo ela disse que estava brincando e agora ela faz isso assistindo na sala em qualquer lugar já conversamos mas não adiantou mt ela esqueçe e faz de novo começamos a repreender ela ela fala que vai para e não para esta ficando mais constante e ela chega a realmente fechar os olhos e tremer ,ela está passando com a psicólogas não teve esse comportamento perto dela tudo bem que é a terceira consulta !
    Espero que ela pare ou entenda que não é legal fazer demais .

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 10:06h, 19 julho Responder

      Laura, bom saber que gostou do texto e do blog!
      Vale à pena observar se este comportamento da sua filha se dá sempre que assiste a estes desenhos. Muitas vezes, conteúdos que aparentemente são infantis, excitam a criança porque apresentam elementos da sexualidade adulta que ela ainda não tem maturidade para lidar. O profissional que a acompanha certamente estará atento a isso. Abraço, Patrícia.

  • Marcos
    Postado às 23:35h, 25 junho Responder

    Rede Esgoto de Televisão influencia bastante no comportamento das criancinhas. Sugiro que evitem deixar crianças vendo essa porcaria de canal!!!

  • neide seghers
    Postado às 04:51h, 23 junho Responder

    Ola, tenho uma filha de 5 anos, ha uns meses atras ouvi de minha filha que um amiguinho da escola fazia dor batendo na genitalia dela. Filmei ela falando e repetindo o gesto do amiguinho. Fui a escola e tive uma conversa com a professora, diretora e orientadora da escola. mostrei os videos. Elas falaram que iriam ficar alerta sobre isso e conversar com os dois sem por a conversa na boca deles. Mas essa semana ouvi da professora que viu ela se despindo para dois amiguinhos dela na hora do recreio. Depois do primeiro episodio conversei com ela, expliquei a ela que ninguem pode toca-la. Que as partes intimas dela é so dela e coisas assim. Mas depois desse segundo relato. Fiquei chocada e sem chão. Pois converso com ela e tudo mesmo assim ela não me fala a verdade. Esta mentindo para mim. Nunca bati, sempre que ela faz coisas erradas coloco de castigo e tiro as coisas que ela mais gosta de fazer. So que depois dessa noticia da professora. Estou sem ação de como posso ajuda-la a entender e fazer ela para de mentir. Obrigada desde ja. Voces poderiam me orientar o que fazer? a quem procurar?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:53h, 23 junho Responder

      Neide, o psicólogo é um profissional capaz de oferecer a ajuda que você pede. Caso queira, nossa equipe está à disposição para atendimento online ou presencialmente em consultório nas cidades de São Paulo e Ourinhos (SP).

  • Maria Elisabete Alves Domingues
    Postado às 16:24h, 20 junho Responder

    Minha filha tem 2 anos e meio,e esses dias me deparei com ela mexendo no cinto de segurança da cadeirinha em movimentos de vai e vem,quando olhei para trás mandou eu dirigir. Outra ocasião é quando coloco a fralda para cochilar a tarde e dormir a noite, começa a fazer movimentos com as mãozinhas. Perguntei o que estava fazendo mandou, dorme mamãe.
    Não sei como abordar o assunto o que dizer?? Ou devo apenas fingir que não vejo?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 19:11h, 20 junho Responder

      Maria Elisabete, sem conhecer a criança e a família, só é possível dizer que as crianças se manipulam independente se vemos ou não, se isso nos incomoda ou não. O importante é poder ir conversando com a criança em quais situações a masturbação é ou não aceita (em nossa cultura ela é da ordem do privado), quem pode ou não manipular o corpo dela, bem como observar se tal comportamento tem sido muito frequente/intenso e/ou se a criança tem preferido a masturbação ao invés de estar em relação com seu ambiente. Abraço, Patrícia.

  • Delciane
    Postado às 11:40h, 08 junho Responder

    Bom dia!
    Gostei muito do site, vinha buscando respostas sobre ocorridos com minha sobrinha que deixaram minha irmã aflita, uma mãe jovem e mãe solteira.
    Acontece que minha sobrinha tem 5 anos e já foi pega brincando de namoradinho com o primo, e esses dias minha irmã foi chamada na escola pq a mesma estava pedindo para ver o “pintinho” do amiguinho, minha irmã está sem chão e sem saber como agir, e ela (minha sobrinha) mente, diz que não pediu para ver e ainda falou na escolinha que aprender com o pai e com a mãe, sendo que os dois não tem mais contato a anos.
    Aconselhei ela a procurar um psicólogo para ter ajuda pois nem eu saberia como agir, ainda não sou mãe.
    Você acha que o papel de um psicólogo nessa fase/idade traria ajuda significativa??

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 20:54h, 08 junho Responder

      Delciane, bom saber que gostou do site! E sim, um psicólogo pode ajudar em situações como esta.

  • Letí Mona
    Postado às 23:33h, 04 junho Responder

    Minha filha tem 5 anos. Várias vezes do dia fala conteúdo sexual, muitos assuntos não sei da onde tira noção, como querer ver pipi de homem, querer beijar homem na boca, querer tirar a roupa de outro garoto, querer mostrar seu corpo, e muito mais. São falas constantes. No início briguei muito, castiguei, bati, mas agora resolvi ouvir e conversar sobre essas imaginações, assim que ela diz “imaginação da minha cabeça”. Ela diz que sabe que não pode fazer isso, mas é a cabeça dela que pensa. Estou preocupadíssima, pela constância das falas. Não sei se procuro psicólogo ou psiquiatra, pois sinto que precisamos de ajuda urgente: ela, eu e meu marido.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:39h, 05 junho Responder

      Letí, que bom que você está podendo ouvir e conversar com sua filha. É escutando que conseguimos dialogar! Se existe uma preocupação em relação a esta situação e se você sente que há necessidade de ajuda, por que não procurá-la? Abraço, Patrícia.

    • Marcos
      Postado às 23:41h, 25 junho Responder

      Fico chocado com essas notícias. Infelizmente , nossas crianças estão expostas para esse mundo pervertido e principalmente​ para a TV. Percebi que o comportamento da sua filha e de outras, deve se ao fato da exposição para essa nova cultura imoral e sem respeito.
      Sugiro que evitem ver novelas na presença da sua filha! Isso com certeza influencia

  • Adriana Franco
    Postado às 14:52h, 01 junho Responder

    Muito boa a matéria , gostaria que em ajudassem pois não estou sabendo lidar com as atitudes de meu filho de 4 anos ,onde só quer brincar com os amiguinhos de porta fechada , e quando abro a porta ,ele age como se eu estivesse o atrapalhando de fazer algo que ele sabe que é errado e se zanga , hoje pela manhã o flagrei colocando a mão de uma amiguinha ( mais nova ) no pênis dele o deixando duro, por favor me dêem uma luz …. obrigada

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 20:14h, 01 junho Responder

      Adriana, luz em que sentido?!

      • Adriana Franco
        Postado às 21:17h, 01 junho Responder

        Sobre como proceder , o que devo dizer a ele sobre esse ocorrido e sobre brincar de porta fechada , como explicar sem intimida-lo fazendo com que me entenda , ele tem só 4 anos .

        • Ninguém Cresce Sozinho
          Postado às 08:40h, 02 junho Responder

          Adriana, as crianças brincam com o corpo de outras crianças, e isso às vezes nos causa certo incômodo. Sobre o ocorrido, penso que antes de dizer qualquer coisa, vale refletir sobre: 1) Seu filho só quer brincar com os amiguinhos de porta fechada, não topando brincadeiras no meio de todos, ou só às vezes é que ele quer ficar brincando com os amigos de porta fechada? 2) Seu filho fecha a porta num pedido de privacidade, para ter um espaço só dele? 3) Seu filho fecha a porta quando quer brincar com o próprio corpo ou com o corpo de um amigo porque entende que esta é uma brincadeira íntima/privada, e/ou porque entende que tem algo – sexualidade – que é considerado “errado” no ambiente em que ele vive? Um segundo aspecto que convida para a reflexão é: o que você quer que ele te entenda?
          Quando o assunto envolve a sexualidade é sempre importante ir dizendo à criança qual o limite das brincadeiras sexuais no corpo dela e no corpo das outras pessoas (o que inclui não apenas outras crianças, mas também o adulto). Uma atitude como essa que você descreveu, isolada, pode apenas dizer de uma curiosidade e descoberta. Se ela se repete com frequência, aí sim vale à pena buscar avaliar se há um motivo para tal recorrência.
          Abraço, Patrícia.

  • Letícia
    Postado às 13:48h, 31 maio Responder

    Gostei muito do artigo. tenho uma filha de 6 anos e recentemente percebi que começou a cruzar as perninhas e fazer movimentos de vai-e-vem… perguntei para ela porque estava fazendo aquilo, e ela disse que é gostoso pois dá cosquinha na “periquita”. Ela não tem ideia do que é sexo, na sua ingenuidade é uma ação que descobriu sozinha, tanto é que ela não se toca, Falei a ela que não era para fazer aquilo em lugares públicos e ter cuidado. Mas, percebi que está fazendo com frequencia, é só ficar em um local sozinha… ontem conversei com ela e disse que não é bom fazer aquiilo com tanta frequencia… tenho medo que alguem veja e interprete errado, ou o excesso desse estímulo possa prejudicá-la de alguma forma. Estou confusa, não sei o que fazer, nem como agir. Espero que possa me dar um norte.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 14:59h, 31 maio Responder

      Letícia, interessante pensar: 1) se a masturbação tem sido frequente ou se, por ser percebida por você em algumas situações, parece frequente; 2) se sua filha se masturba quando está sozinha porque entendeu que este é um comportamento íntimo, ou se, estando sozinha, busca na masturbação certo alívio para angústias relacionadas ao estar só; 3)se algo incomoda a criança e, por isso, a masturbação torna-se uma fonte de alívio das tensões. Neste caso é importante tentar localizar o incomodo. Em relação ao excesso de estímulo, a masturbação, por si só, não traz prejuízos à criança. De qualquer modo, uma avaliação da situação só é possível ser feita quando conhecemos a criança e a dinâmica familiar. Patrícia.

  • vanessa cristina ribeiro sampaio
    Postado às 00:56h, 28 maio Responder

    Simplesmente perfeita essa matéria e confesso ter me ajudado a entender melhor o que acontece com meu pequeno. Ele tem 4 anos. É muito ativo, parece que não cansa nunca é tenho notado que isso tem se revertido em ansiedade. Ultimamente tem descoberto sua sexualidade, porém tem relacionado a mulheres com pouca roupa, desenhos em que aparece meninas de biquíni e por último sentiu vontade de se masturbar por ver uma prima de 26 anos de short curto. Fiquei assustada… Já conversei e expliquei que as pessoas não gostam de ver isso, que não é proibido mas tem hora e lugar. Mas estou assustada por ele estar relacionando o prazer à nudez.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 15:11h, 29 maio Responder

      Vanessa, a sexualidade infantil relaciona-se à descoberta da criança em relação ao próprio corpo. Quando a criança pequena começa a se masturbar ou apresentar comportamentos sexuais de excitação diante de corpo adulto com pouca roupa, vale prestar atenção sobre os estímulos sexuais que a criança tem recebido. Abraço, Patrícia.

  • Amanda Paula Araujo Santana
    Postado às 23:03h, 22 maio Responder

    Achei muito interresante esse asunto.
    Meu filho tem 3 anos e tem umas duas semanas que ele vem pegando no penis com frequencia e na verdade no primeiro dia que eu vi eu fiquei bem nervosa briquei com ele dei um tapa e falei que nao era pra fazer mais isso .
    Na segunda semana isso veio a se repeti ele falou que a pangola estava dura.
    Eu sem saber o que fazer perguntei se ele queria fazer xixi.
    Ele falou que nao entao eu falei pra ele nao fica mexendo pq poderia machuca.
    Desde que isso vem ocorrendo eu falo pra ele que nao pode e que nao pode deixa ninguem mexer no corpo dele e ele nao pode mexer no corpo de ninguem.
    Mais ele faz isso do mesmo jeito .
    E eu fico sem saber o que falar.
    Nao sei se faco certo ou se ta errado.
    Obrigado.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 15:22h, 23 maio Responder

      Amanda, é sempre interessante pensar no que nos assusta em relação à sexualidade das crianças, especialmente filhos, o que as crianças podem fazer com o corpo delas – e onde – (por exemplo, explorar o próprio corpo – uma exploração que machuca não é exploração, mas possivelmente um gesto carregado de muita angústia e, por isso, precisa de intervenção, ajuda), o que as crianças não podem fazer no corpo de outras pessoas (desde morder, bater, até aceitar fazer carícias íntimas a pedido) e o que outras pessoas não podem fazer no corpo das crianças (idem). Abraço, Patrícia.

  • Livia Dotto Martucci
    Postado às 00:06h, 20 maio Responder

    Olá! Adorei o texto e os comentários dele aqui! Senti falta de uma frase terminada abruptamente de um parágrafo mais ao final, talvez uma parte não tenha sido publicada. Parabéns pela temática e por todo o projeto!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 17:07h, 22 maio Responder

      Livia, bom saber que gostou do texto e dos comentários. Esperamos que você possa aproveitar outros conteúdos do blog. Como não localizamos o parágrafo ao qual você se refere, pedimos a gentileza de nos sinalizar qual é. Abraço, Patrícia.

  • sandra bruna
    Postado às 21:16h, 18 maio Responder

    Foi muito bom conhecer esse blog. Tenho um filho de 2 anos e 2 meses. Desde 1 ano fica mexendo no pipi o tempo inteiro. O pipi fica durinho. Não adianta falar, ele repete e repete. Faz isso perto dos outros. Encosta brinquedinho. Ele de vez em quando senta entre minhas pernas e fica balançando. Não sei mais o que fazer. Ele é muito precoce para isso. Por causa da religião , ele é circuncizado. Acho que o pénis fica mais sensível e causa essas sensações. Ele ainda é muito bebé, mas tem isso. O que fazer,? Isso é normal, fase, vai passar? Fico chateada e desesperada com a situação. Nunca vi outra criança tão focada no pontinho como ele fica. Aguardo respostas. Bjs

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:39h, 19 maio Responder

      Bom saber que gostou do blog, Sandra! Em relação ao seu filho, podemos dizer que a exploração genital faz parte das descobertas da criança. No entanto, você pontua que desde 1 ano seu filho fica mexendo no pipi, com uma certa intensidade. Nesta época, aconteceu alguma coisa na vida dele ou da família, mesmo que aparentemente pouco significativa? Fazemos esta pergunta porque algumas crianças se masturbam com mais frequência quando há alguma tensão emocional; isso é o que precisa ser avaliado. Abraço, Patrícia.

  • Josilea mara da silva
    Postado às 11:32h, 15 maio Responder

    olá tenho um filho de 5 anos, ele simplesmente saiu na janela da minha sala e tinha algumas crianças brincando na rua, ele mostrou o pipi, já faz alguns dia, ontem uma destas crianças veio me falar, eu fiquei muito brava com ele, e deu uma varada, estou errada??

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:21h, 16 maio Responder

      Josilea, é importante que as crianças possam saber o que podem ou não fazer com o próprio corpo. Em nossa sociedade não saímos mostrando os genitais em público, regra que precisa ser transmitida pelo adulto às crianças. Acreditamos que a maneira mais eficiente da transmissão das regras sociais se dá através da conversa, da escuta das crianças e da explicação/motivo do que é ou não permitido. Somente quando as regras ganham sentido é que elas podem ser cumpridas. Abraço, Patrícia.

      • Josilea mara da silva
        Postado às 10:01h, 26 maio Responder

        Oi Patrícia amei esse blog, e os assuntos, pois bem , converso o tempo todo com meu filho a respeito do que pode ou não fazer, ou expor o corpo, mas ele é um menino mto esperto e mto curioso e muito ansioso, já levei ele numa psicóloga, mas o que ela me disse foi simplesmente assim: seu filho é um pestinha, precisa de regras!!
        vc acha que eu devo levar em outro psicólogo?? eu dou regras, disciplino ele, coloco no cantinho, as vezes se for preciso dou varadas sim, mas ele é mto ansioso, e teimoso. o que devo fazer? obrigada.

        • Patrícia L. Paione Grinfeld
          Postado às 10:29h, 26 maio Responder

          Bom saber que gostou do blog, Josilea! Todos nós precisamos de regras, incluindo as crianças! A questão é de que forma as regras são colocadas e o que cada um faz com elas. Por exemplo: as regras são só imposições, sem nenhum espaço para experimentações? São regras carregadas de exceções? É importante poder entender o que significa, no contexto de cada criança e família a frase “precisa de regras”. Da maneira como entendo, isso vem embasado na compreensão da dinâmica da criança e da família.

          Se a ansiedade e a teimosia de seu filho é algo que o incomoda e/ou incomoda quem está ao lado dele, pode ser interessante tentar compreender o que está relacionado a isso. O trabalho psicológico é sem dúvida um meio para se obter essa compreensão.

          • Josilea mara da silva
            Postado às 20:10h, 28 maio Responder

            Obrigada Patricia

  • Alice Ribeiro
    Postado às 23:34h, 03 maio Responder

    Ótima matéria!
    Estou vivenciando esse momento de descobertas. Meu filho tem 4 anos e hoje levantou a saia de uma colega na escola para olhar seu bumbum. Conversei com ele, não reprimi, mas disse que esse tipo de atitude não é legal. mas confesso que não tenho estrutura pra lidar com isso. A sociedade é complicada demais, tenho medo do meu filho ser rotulado.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:23h, 04 maio Responder

      Rotulado em que sentido, Alice?

      • Alice Ribeiro
        Postado às 19:59h, 04 maio Responder

        Por exemplo, Das outras mamães falarem “olha lá o ‘taradinho'”.

        • Ninguém Cresce Sozinho
          Postado às 21:11h, 04 maio Responder

          Alice, que tal, diante de alguma colocação como esta, propor às outras mães uma conversa sobre esta etapa do desenvolvimento das crianças?! Muitas vezes comentários desta natureza são resultado de pouca informação e/ou oportunidade de diálogo. Abraço, Patrícia.

  • Jordana Teixeira da Silva
    Postado às 09:42h, 30 abril Responder

    Estou passando por uma situação assim, meu filho tem 3 anos e meio e muito precoce pois vejo algumas coisas q preciso de ajuda . O q fazer nessa situação?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 10:19h, 02 maio Responder

      Jordana, para qualquer encaminhamento sobre sua questão, precisaríamos saber um pouquinho mais sobre como se mostra esta precocidade de seu filho e em quê você precisa de ajuda. Abraço, Patrícia.

  • Júlia Maria Paschoal Miguel
    Postado às 22:10h, 11 abril Responder

    Adorei mesmo! Estamos passando por essa fase de descoberta! Foi muito útil E esclarecedor,obrigada.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 21:51h, 12 abril Responder

      Bom saber que gostou, Júlia! Neste link você encontra outros textos sobre a sexualidade infantil: http://bit.ly/2pajRhQ. Abraço, Patrícia.

  • Rute Sousa
    Postado às 17:16h, 31 março Responder

    Gostei muito do texto , é muito bom para aprender a lidar com os filhos e saber ajudá-los.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 15:35h, 01 abril Responder

      Rute, bom saber que gostou do texto! Esperamos que possa aproveitar outros conteúdos do blog!Abraço, Patrícia.

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