Ninguém cresce sozinho | A sexualidade infantil dos 3 aos 6 anos de idade
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Por Veronica Esteves de Carvalho

curiosidade e os questionamentos referentes à sexualidade surgem desde muito cedo na vida das crianças. A partir dos três anos elas ficam cada vez mais instigadas pelas descobertas no próprio corpo e no ambiente em que vivem. Sem pudor, muitas delas passam a exibir seu corpo desnudo, brincam na hora de fazer xixi, tomam banho juntas, pedem companhia na hora de evacuar, com a mesma naturalidade com que disparam uma infinidade de perguntas sobre a sexualidade humana: Por que o pipi do papai tem pelo e é maior que o meu? Tem nenê na barriga daquela moça? Como ele foi parar lá dentro? Eu posso namorar o papai? O que é transar?

A partir do momento em que as crianças são desfraldadas, elas passam a explorar mais seus genitais e região anal. Meninos percebem sua ereção e as meninas descobrem que a manipulação do clitóris pode ser muito gostosa. No escorregador, na cadeira, cruzando as pernas, sentados como índios e passando os pés no próprio genital, fazendo cavalinho na perna de um adulto, etc., as crianças se dão conta das sensações prazerosas vindas destas partes do corpo e, por isto, tendem a repeti-las sempre que possível, a sós ou em público.

Muitos adultos, contudo, não encaram a masturbação infantil como algo inerente ao desenvolvimento humano; ficam bastante desconfortáveis diante dela e, como resultado, usam palavras ou gestos repressores para impedir a exploração que a criança faz do próprio corpo. Nessas situações, é importante que possam refletir sobre os incômodos resultantes do gesto da criança e avaliar se o desconforto sentido refere-se a questões pessoais em relação à sua própria sexualidade.

Se a criança “brinca” sozinha com suas partes íntimas em momentos pontuais e a brincadeira não causa incômodo a outras pessoas, nem a exclui de determinadas situações, não tem por que interrompê-la. No entanto, é importante pontuar para a criança que a masturbação não pode ocorrer em qualquer lugar e nem com a participação de outras pessoas. Uma forma de traçar os limites do que é socialmente aceito ou não, é verbalizar que por mais gostoso que seja brincar com os próprios genitais ou ânus, esta é uma brincadeira que se faz sozinho e sem objetos que possam machucar.

No contexto da pesquisa sexual infantil, vale ressaltar que, assim como brincar com o próprio corpo é algo que os pequenos gostam muito, a maioria das crianças manifesta o desejo de também conhecer e explorar as partes íntimas de outras pessoas: querem olhar, saber como é e até mesmo tocar no corpo dos mais próximos. Por este motivo, é importante que o adulto possa reconhecer nas atitudes da criança a diferença entre a curiosidade infantil que pode estar por trás do desejo de ver e tocar outros corpos e a tentativa de obtenção de prazer a partir do corpo do outro.

No primeiro caso, poder dar espaço e suporte para que as investigações sexuais da criança aconteçam não só é desejável, como também é essencial para seu desenvolvimento. Já quando o toque é uma tentativa de obtenção de prazer a partir do corpo de uma outra pessoa, especialmente se esta não tiver a mesma idade dela, a curiosidade extrapola o limiar do que a própria criança é capaz de lidar tanto do ponto de vista da maturidade corporal quanto do ponto de vista emocional. Nestas situações, é fundamental que o adulto intervenha evitando tal contato. Deixar a criança roçar os genitais na perna de um adulto, ou algo semelhante, por exemplo, é, mesmo que sutilmente, autorizá-la a ter prazer sexual com um adulto.

Quando tal comportamento é observado, este pode ser um bom momento para começar a apontar para a criança os limites entre o próprio corpo e o corpo do outro, e ainda, sobre a necessidade de autorizar e também pedir autorização na hora de tocar alguém.

Retomando à curiosidade saudável, as crianças questionam e investigam as diferenças entre homem e mulher, menino e menina. Através do faz de conta, elas representam e experimentam papéis de mãe, pai, esposa, marido. Elas brincam de médico, despem bonecas e dão banho, brincam de papai e mamãe que se beijam, pela simples curiosidade sobre as diferenças sexuais e de gênero característica desta faixa etária. Imitam e repetem o que veem, ouvem e observam em casa, na escola, nos meios de comunicação e em outros espaços de convivência. Falam em namorado e querem beijar na boca dos pais ou dos amigos, porém, sem a conotação sexual dada pelo adulto. Podem revelar, ainda, a curiosidade pelas cenas do ato sexual (observadas na vida real ou criadas em sua fantasia).

Meninos e meninas estão sempre juntos, sem muita distinção ou grupinhos diferenciados pelo sexo: brincam de casinha, onde ambos podem ser o papai ou a mamãe, jogam bola, dirigem carrinhos, dentre outras brincadeiras.  Nesta idade não existe atitude, roupa ou brinquedo de menina ou menino. Aqui, o que vale é a oportunidade de experimentação; isto significa que meninos, por exemplo, não são ou serão gays apenas porque desejam passar batom ou preferem brincar com meninas. Do mesmo modo como vestem fantasias e se imaginam super-heróis, as crianças também experimentam o sexo oposto.

Entre tantas perguntas que surgem em busca de orientação e esclarecimento, vale a regra das respostas verdadeiras, claras, objetivas e pontuais, de acordo com a maturidade e a curiosidade expressada pela criança. A falta de informação ou inverdades (vindas de dentro ou de fora de casa) acabam por inibir a busca de conhecimento saudável vivido pelas crianças. Isto não significa que devemos responder a elas absolutamente tudo sobre o assunto questionado, nem de imediato (quando não é possível). Informação em excesso pode “bagunçar” a cabeça da criança. É importante estar atento para identificar aquilo que ela realmente quer saber. Procure responder somente o que lhe foi perguntado; caso ela se interesse mais pelo assunto, ou não tenha compreendido a explicação, não se preocupe, ela fará uma nova pergunta na sequência ou em outra ocasião. Acolher o interesse da criança, além de promover seu desenvolvimento afetivo e cognitivo, propicia o fortalecimento da relação de confiança mútua entre ela e seus adultos de referência.

Sendo assim, quando o assunto é sexualidade não podemos esquecer que:

  1. As conversas sobre sexualidade devem ocorrer naturalmente como qualquer outra que temos com as crianças, o que nem sempre é fácil. Porém, se conseguirmos nos despir dos sentidos eróticos que damos para muitas situações poderemos escutar as crianças mais tranquilamente, e assim conversar sobre suas investigações e descobertas sem tanta dificuldade.
  2. Julgamentos e preconceitos, sempre que possível, devem ser deixados de lado para que a sexualidade não seja vista como tabu.
  3. Cuidar do corpo é proteção e não apenas garantia de higiene. Para isso, é preciso ensinar à criança noções de intimidade, público e privado – até onde ela pode ir com seu próprio corpo, com o corpo do outro e o outro pode ir com o corpo dela.
  4. É fundamental respeitar a privacidade da criança quando ela sinaliza vergonha ou outro desconforto diante de assuntos relacionados à sexualidade ou do
  5. Criança é criança, não devendo ser exposta à sexualidade vivida pelo adulto (no banho, no quarto com os pais ou de irmãos mais velhos, na televisão, nas músicas e danças sensuais, dentre outros ambientes e situações). Estes estímulos geram precocidade e deixam-nas vulneráveis.
  6. Existe um limite entre o que é espontâneo e natural para cada fase da sexualidade infantil e o que vai além, como se masturbar com muita frequência, querer ter seus genitais acariciados por outra pessoa, se interessar excessivamente por questões ligadas à sexualidade, repetir cenas sexuais de conteúdo adulto, não ter interesse nenhum pela sexualidade humana, entre outras. Estas situações merecem atenção especial.

Entre inibir as manifestações sexuais das crianças e estimular aquilo que não pertence às etapas de seu desenvolvimento existe um espaço grande, no qual discernimento e orientação com afeto se fazem necessários, permitindo a manifestação das descobertas, da exploração, do prazer e dos sentimentos envolvidos nestes momentos de intimidade da criança para com ela mesma.

Nota: Este texto, publicado originalmente em 08/08/2013 no antigo blog Ninguém Cresce Sozinho, foi revisado e alterado minimamente em seu conteúdo original pela autora.

Imagem: Google.

Selo

57 Comentários
  • Stelly Cândida de Freitas
    Postado às 07:52h, 18 agosto Responder

    Bom Dia..
    Meu filho tem 6 anos e descobrir que ambos estavam se acariciando e nao tenho certeza mas acho que meu filho colocou a boca no meu sobrinho.. TO desesperada.. será que meu filho não tem inocência? Como devo agir ?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:51h, 18 agosto Responder

      Stelly, a primeira coisa é não se desesperar, porque no desespero não conseguimos pensar muito. Por mais natural (inocente) que possa ser a exploração genital entre crianças, cabe ao adulto dizer o que elas podem ou não fazer com o próprio corpo e o corpo do outro. A transmissão dessas regras sociais devem acontecer conversando e não punindo, dando espaço para que a criança também possa falar. Abraço, Patrícia.

  • Rafaela
    Postado às 00:51h, 11 agosto Responder

    Oi, preciso de uma orientação.. Minha filha me contou agora pouco que um amiguinho tocou nas partes íntimas dela e deu um beijo nela . Me pediu segredo e chorou muito ,disse que estava com medo de me contar . Não consigo dormir , estou mal .. como posso agir ? Será que ela vai precisar de um psicólogo ?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:52h, 11 agosto Responder

      Oi Rafaela! O que te tocou tanto nesta história? Que forma de orientação você precisa? Abraço, Patrícia.

  • Gustavo
    Postado às 17:06h, 10 agosto Responder

    Sou pai, meu filho de 5 anos que me tocar nas partes intimas, eu fico o tem pó todo censurando ele, mas ele fica insistindo. Já fiz de tudo mas ele insiste.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:46h, 11 agosto Responder

      Gustavo, às vezes é preciso falar muitas vezes a mesma coisa para a criança. Nesta situação, existe uma regra cultural bastante clara: criança não toca nas partes íntimas do adulto e adulto não toca nas partes íntimas da criança (neste último caso, exceto na higiene das crianças que ainda não têm autonomia para fazê-la sozinha). Isso já foi dito para o seu filho? Abraço, Patrícia.

  • Caroline Mourão
    Postado às 16:22h, 10 agosto Responder

    Super interessante este texto. Caí aqui por acaso pesquisando sobre uma possível explicação científica para meu filho estar com mania de falar em pinto, bumbum o tempo todo.
    Eu já sofri abusos quando criança e abri mão de trabalhar pra poder estar em casa com meus filhos e ter a certeza que ninguém se aproximaria deles pra lhes fazer mal. Não os deixo sozinhos com ninguém (mesmo, nem parentes, nem babá), faço controle parental de tudo o que eles tem acesso na TV, limito o acesso à internet (eles não tem tablet e nem livre acesso a nenhuma tecnologia), temos diálogo super natural sobre o corpo quando as perguntas aparecem e respondemos as coisas com a linguagem que eles entendem e apenas ao que eles perguntam.
    Meu filho se queixou de um coleguinha lhe ter dado um soco na genitália outro dia. E no dia seguinte disse que na piscina o menino pegou de novo na genitália dele. Fui na escola reportar a queixa do meu filho e perguntar se a professora viu, se foi realmente isso o que aconteceu. E a coordenadora me disse que é o meu filho quem está agarrando a genitália dos outros meninos, e o menino só se defendeu do “ataque”. Ela aproveitou pra dizer que meu filho não tem se concentrado nas aulas, não quer obedecer as orientações das professoras.
    À primeira vista, isso seria normal da fase do desenvolvimento ou pode ser algum indicativo de trauma? Os únicos momentos que ele fica longe dos nossos olhos é quando está na escola (e acredito ser praticamente impossível que ele possa estar sofrendo algum tipo de abuso sexual no ambiente escolar),
    E você me recomendaria procurar um psicanalista ou esperar mais um pouco pra ver se isso cai no esquecimento dele?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:40h, 11 agosto Responder

      Olá Caroline! Bem vinda ao blog da rede Ninguém Cresce Sozinho! Você pode acompanhar nossos textos por aqui, pelo Facebook, Twitter, Linkedin ou Instagram!
      Em relação à criança falar em pinto, bumbum o tempo todo, sugerimos o texto Palavrinhas e palavrões.
      Quanto ao que contou sobre seu filho, não temos como dizer o que pode estar acontecendo com ele sem conhecê-lo. Uma criança pode pegar a genitália de outra criança ou não se concentrar em aula por diferentes motivos. Se estas situações te preocupam ou de alguma forma prejudicam seu filho, pode ser interessante conversar com um psicanalista. Abraço, Patrícia.

  • Romilda Silva
    Postado às 01:26h, 02 agosto Responder

    Nossa, essa matéria me abriu meus olhos e com certeza vai me ajudar a ter um diálogo com minha filha, ela tem 2 ano e 8 meses e reparei que ela só queria ficar andando pelada pela casa e de uns tempos pra cá ela começou a se masturbar distraidamente enquanto assistia TV ou usava o pinico, eu e meu marido sem entender começamos a dar broncas e ela sempre se sentia mal a ponto de chorar e abraçar a gente como um pedido de desculpas, não sei se é um trauma meu de infância pois já sofri abuso sexual, e tive medo de ela ter visto ou alguém ter feito algo com ela, já q ela possui muitos primos mais velhos q ela é que moram perto da nossa casa! Eu e meu marido estamos atentos, mas a minha pergunta é : quanto tempo dura essa curiosidade? O que podemos fazer pra que isso não seja frequente? Não quero que minha filha passe pelo o que eu passei pois isso me prejudicou muito psicologicamente!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:59h, 02 agosto Responder

      Romilda, é bastante comum as crianças nesta idade gostarem de andar peladas. Em geral isso acontece em paralelo ao desfralde, quando a criança tem um “acesso mais livre” aos genitais. Como você colocou, a masturbação infantil, característica da descoberta da criança pelos prazeres que ela pode obter sozinha com seu próprio corpo, se dá de um jeito distraído, leve. Tal gesto pode acompanhar a criança durante toda a infância. Em relação à frequência, isso só deve ser um fator de preocupação quando este “jeito distraído” passa a ser tenso e intencional, no sentido de trazer alívio a eventuais tensões que a criança pode estar sofrendo (não necessariamente abuso sexual). Abraço, Patrícia.

  • Gessica da Silva Ferreira
    Postado às 08:58h, 01 agosto Responder

    Gostaria de saber se é normal meu filho de 03 anos diz que o pênis está coçando e quando fica sem cueca coloca o pênis para trás e começa a mexer e depois o pênis está ereto e não quer que nem eu nem o pai fique perto, ai vou levá lo no pediatra para saber se é normal, mas se puder me informar como lidar com essa situação. cheguei até pensar que fosse algo relacionado a fimose, mas como o pênis fica ereto acho que deve ser sexualidade avançada.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 11:23h, 01 agosto Responder

      Gessica, importante sim consultar o pediatra. Ele poderá fazer essa avaliação. Abraço, Patrícia.

  • Jéssica Silva
    Postado às 08:13h, 29 julho Responder

    Olá, li a matéria e achei muito interessante, meu filho tem 5 anos e é uma criança muito esperta e inteligente. Mas desde que conheceu um amiguinho (neto do meu namorado) tenho notado algumas coisas que me preocuparam. Eles tem a mesma idade, é o amiguinho vive pedindo beijos aí meu filho, já conversei com os dois, disse que não pode, que são amiguinhos e crianças. Esses dias o amiguinho disse que queria lamber o bumbum do meu filho. No momento eu não vi, meu filho contou ao pai dele depois, uma pessoa que não entende esse assunto é prefere não entender! O fato é que são duas crianças da mesma idade, desde que começou a amizade com esse menino que despertou isso no meu filho, a mesma coisa diz a mãe do menino pra mim, me preocupa pq esse menino é bastante agressivo quando reprimido. Será que isso pode ter vínculo com algo que viu, ouviu ou sofreu e ninguém sabe? Me preocupo mais em explicar essas coisas ao pai do meu filho do que ao meu próprio filho, digo isso pela ignorância que ele passa nesse assunto, enquanto que meu filho ouve e compreende quando o explico o certo é o errado!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 18:24h, 31 julho Responder

      Jéssica, não temos como saber se o que anda acontecendo com seu filho tem ou não alguma relação com algo que ele tenha visto, ouvido ou sofrido. Por isso, vale à pena seguir observando, conversando para que possa avaliar se este é um comportamento típico da idade ou não. Abraço, Patrícia.

  • Ana Vieira
    Postado às 11:36h, 28 julho Responder

    Gsotei.muito dos comentarios , porem me surgiu uma duvida . Minha filha começou a se masturbar com 03 anos de idade , fiquei chocada em ver aquela sena no sofa. Ela se tremia tda e virava os olhos por uns 3 min . Disseram ser normal que não podia reprimir , conversei com ela sobre o assunto e coloquei limites . Achei que criança com aquela idade deveria ser inocente, brincar como as outras crianças mais não a minha filha fazia isso com frequencia .O tempo passou ela cresceu e ja adolecente teve coragem de me contar que era molestada pelo avô desde 03 anos de idade . Ela me contou do que se lembrava , como era , qdo acontecia …muito triste isso . Dai me surge uma duvida ela se masturbava pq estava sendo molestada isso fez com que ela descobrisse a sexualidade ?
    Uma criança que se masturba pode estar sendo molestada ?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 18:18h, 31 julho Responder

      Ana, tua colocação contribui muito para fazermos uma distinção entre a masturbação infantil enquanto exploração e descoberta do próprio corpo pela criança, e a masturbação como manifestação de algo que acontece na vida da criança. Na primeira situação, a masturbação pode ser definida como uma brincadeira prazerosa com os próprios genitais; ela é leve, tranquila. A segunda situação é marcada pelo excesso, seja na frequência e/ou na intensidade em que a masturbação acontece. Este excesso pode sinalizar que a criança está sendo exposta à sexualidade adulta, como nos casos em que a criança é molestada, exposta a filmes, entre outros. Infelizmente, quando há estas formas de exposição, a criança acaba sendo apresentada à sexualidade adulta, atropelando sua experiência sexual infantil.
      Abraço, Patrícia.

  • Laura Maciel
    Postado às 01:00h, 18 julho Responder

    Olá amei o texto o blog … Minha filha tem 3 anos e meio e a um mês percebi ela se afastando no quarto onde estava eu ela e a irmã de 6 anos assistindo Barbie , ela se deitou de barriga no tapete e esticando as pernas começou a contrair o bumbum várias vezes eu não chamei a atenção nem nada fique esperando ela parar e ela ficou assim durante uns 3 minutos quando ela percebeu que eu estava olhando e veio sorrindo como se estivesse brincando , ela estava toda suada , perguntei oque ela estava fazendo ela disse que estava brincando e agora ela faz isso assistindo na sala em qualquer lugar já conversamos mas não adiantou mt ela esqueçe e faz de novo começamos a repreender ela ela fala que vai para e não para esta ficando mais constante e ela chega a realmente fechar os olhos e tremer ,ela está passando com a psicólogas não teve esse comportamento perto dela tudo bem que é a terceira consulta !
    Espero que ela pare ou entenda que não é legal fazer demais .

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 10:06h, 19 julho Responder

      Laura, bom saber que gostou do texto e do blog!
      Vale à pena observar se este comportamento da sua filha se dá sempre que assiste a estes desenhos. Muitas vezes, conteúdos que aparentemente são infantis, excitam a criança porque apresentam elementos da sexualidade adulta que ela ainda não tem maturidade para lidar. O profissional que a acompanha certamente estará atento a isso. Abraço, Patrícia.

  • Marcos
    Postado às 23:35h, 25 junho Responder

    Rede Esgoto de Televisão influencia bastante no comportamento das criancinhas. Sugiro que evitem deixar crianças vendo essa porcaria de canal!!!

  • neide seghers
    Postado às 04:51h, 23 junho Responder

    Ola, tenho uma filha de 5 anos, ha uns meses atras ouvi de minha filha que um amiguinho da escola fazia dor batendo na genitalia dela. Filmei ela falando e repetindo o gesto do amiguinho. Fui a escola e tive uma conversa com a professora, diretora e orientadora da escola. mostrei os videos. Elas falaram que iriam ficar alerta sobre isso e conversar com os dois sem por a conversa na boca deles. Mas essa semana ouvi da professora que viu ela se despindo para dois amiguinhos dela na hora do recreio. Depois do primeiro episodio conversei com ela, expliquei a ela que ninguem pode toca-la. Que as partes intimas dela é so dela e coisas assim. Mas depois desse segundo relato. Fiquei chocada e sem chão. Pois converso com ela e tudo mesmo assim ela não me fala a verdade. Esta mentindo para mim. Nunca bati, sempre que ela faz coisas erradas coloco de castigo e tiro as coisas que ela mais gosta de fazer. So que depois dessa noticia da professora. Estou sem ação de como posso ajuda-la a entender e fazer ela para de mentir. Obrigada desde ja. Voces poderiam me orientar o que fazer? a quem procurar?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:53h, 23 junho Responder

      Neide, o psicólogo é um profissional capaz de oferecer a ajuda que você pede. Caso queira, nossa equipe está à disposição para atendimento online ou presencialmente em consultório nas cidades de São Paulo e Ourinhos (SP).

  • Maria Elisabete Alves Domingues
    Postado às 16:24h, 20 junho Responder

    Minha filha tem 2 anos e meio,e esses dias me deparei com ela mexendo no cinto de segurança da cadeirinha em movimentos de vai e vem,quando olhei para trás mandou eu dirigir. Outra ocasião é quando coloco a fralda para cochilar a tarde e dormir a noite, começa a fazer movimentos com as mãozinhas. Perguntei o que estava fazendo mandou, dorme mamãe.
    Não sei como abordar o assunto o que dizer?? Ou devo apenas fingir que não vejo?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 19:11h, 20 junho Responder

      Maria Elisabete, sem conhecer a criança e a família, só é possível dizer que as crianças se manipulam independente se vemos ou não, se isso nos incomoda ou não. O importante é poder ir conversando com a criança em quais situações a masturbação é ou não aceita (em nossa cultura ela é da ordem do privado), quem pode ou não manipular o corpo dela, bem como observar se tal comportamento tem sido muito frequente/intenso e/ou se a criança tem preferido a masturbação ao invés de estar em relação com seu ambiente. Abraço, Patrícia.

  • Delciane
    Postado às 11:40h, 08 junho Responder

    Bom dia!
    Gostei muito do site, vinha buscando respostas sobre ocorridos com minha sobrinha que deixaram minha irmã aflita, uma mãe jovem e mãe solteira.
    Acontece que minha sobrinha tem 5 anos e já foi pega brincando de namoradinho com o primo, e esses dias minha irmã foi chamada na escola pq a mesma estava pedindo para ver o “pintinho” do amiguinho, minha irmã está sem chão e sem saber como agir, e ela (minha sobrinha) mente, diz que não pediu para ver e ainda falou na escolinha que aprender com o pai e com a mãe, sendo que os dois não tem mais contato a anos.
    Aconselhei ela a procurar um psicólogo para ter ajuda pois nem eu saberia como agir, ainda não sou mãe.
    Você acha que o papel de um psicólogo nessa fase/idade traria ajuda significativa??

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 20:54h, 08 junho Responder

      Delciane, bom saber que gostou do site! E sim, um psicólogo pode ajudar em situações como esta.

  • Letí Mona
    Postado às 23:33h, 04 junho Responder

    Minha filha tem 5 anos. Várias vezes do dia fala conteúdo sexual, muitos assuntos não sei da onde tira noção, como querer ver pipi de homem, querer beijar homem na boca, querer tirar a roupa de outro garoto, querer mostrar seu corpo, e muito mais. São falas constantes. No início briguei muito, castiguei, bati, mas agora resolvi ouvir e conversar sobre essas imaginações, assim que ela diz “imaginação da minha cabeça”. Ela diz que sabe que não pode fazer isso, mas é a cabeça dela que pensa. Estou preocupadíssima, pela constância das falas. Não sei se procuro psicólogo ou psiquiatra, pois sinto que precisamos de ajuda urgente: ela, eu e meu marido.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 08:39h, 05 junho Responder

      Letí, que bom que você está podendo ouvir e conversar com sua filha. É escutando que conseguimos dialogar! Se existe uma preocupação em relação a esta situação e se você sente que há necessidade de ajuda, por que não procurá-la? Abraço, Patrícia.

    • Marcos
      Postado às 23:41h, 25 junho Responder

      Fico chocado com essas notícias. Infelizmente , nossas crianças estão expostas para esse mundo pervertido e principalmente​ para a TV. Percebi que o comportamento da sua filha e de outras, deve se ao fato da exposição para essa nova cultura imoral e sem respeito.
      Sugiro que evitem ver novelas na presença da sua filha! Isso com certeza influencia

  • Adriana Franco
    Postado às 14:52h, 01 junho Responder

    Muito boa a matéria , gostaria que em ajudassem pois não estou sabendo lidar com as atitudes de meu filho de 4 anos ,onde só quer brincar com os amiguinhos de porta fechada , e quando abro a porta ,ele age como se eu estivesse o atrapalhando de fazer algo que ele sabe que é errado e se zanga , hoje pela manhã o flagrei colocando a mão de uma amiguinha ( mais nova ) no pênis dele o deixando duro, por favor me dêem uma luz …. obrigada

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 20:14h, 01 junho Responder

      Adriana, luz em que sentido?!

      • Adriana Franco
        Postado às 21:17h, 01 junho Responder

        Sobre como proceder , o que devo dizer a ele sobre esse ocorrido e sobre brincar de porta fechada , como explicar sem intimida-lo fazendo com que me entenda , ele tem só 4 anos .

        • Ninguém Cresce Sozinho
          Postado às 08:40h, 02 junho Responder

          Adriana, as crianças brincam com o corpo de outras crianças, e isso às vezes nos causa certo incômodo. Sobre o ocorrido, penso que antes de dizer qualquer coisa, vale refletir sobre: 1) Seu filho só quer brincar com os amiguinhos de porta fechada, não topando brincadeiras no meio de todos, ou só às vezes é que ele quer ficar brincando com os amigos de porta fechada? 2) Seu filho fecha a porta num pedido de privacidade, para ter um espaço só dele? 3) Seu filho fecha a porta quando quer brincar com o próprio corpo ou com o corpo de um amigo porque entende que esta é uma brincadeira íntima/privada, e/ou porque entende que tem algo – sexualidade – que é considerado “errado” no ambiente em que ele vive? Um segundo aspecto que convida para a reflexão é: o que você quer que ele te entenda?
          Quando o assunto envolve a sexualidade é sempre importante ir dizendo à criança qual o limite das brincadeiras sexuais no corpo dela e no corpo das outras pessoas (o que inclui não apenas outras crianças, mas também o adulto). Uma atitude como essa que você descreveu, isolada, pode apenas dizer de uma curiosidade e descoberta. Se ela se repete com frequência, aí sim vale à pena buscar avaliar se há um motivo para tal recorrência.
          Abraço, Patrícia.

  • Letícia
    Postado às 13:48h, 31 maio Responder

    Gostei muito do artigo. tenho uma filha de 6 anos e recentemente percebi que começou a cruzar as perninhas e fazer movimentos de vai-e-vem… perguntei para ela porque estava fazendo aquilo, e ela disse que é gostoso pois dá cosquinha na “periquita”. Ela não tem ideia do que é sexo, na sua ingenuidade é uma ação que descobriu sozinha, tanto é que ela não se toca, Falei a ela que não era para fazer aquilo em lugares públicos e ter cuidado. Mas, percebi que está fazendo com frequencia, é só ficar em um local sozinha… ontem conversei com ela e disse que não é bom fazer aquiilo com tanta frequencia… tenho medo que alguem veja e interprete errado, ou o excesso desse estímulo possa prejudicá-la de alguma forma. Estou confusa, não sei o que fazer, nem como agir. Espero que possa me dar um norte.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 14:59h, 31 maio Responder

      Letícia, interessante pensar: 1) se a masturbação tem sido frequente ou se, por ser percebida por você em algumas situações, parece frequente; 2) se sua filha se masturba quando está sozinha porque entendeu que este é um comportamento íntimo, ou se, estando sozinha, busca na masturbação certo alívio para angústias relacionadas ao estar só; 3)se algo incomoda a criança e, por isso, a masturbação torna-se uma fonte de alívio das tensões. Neste caso é importante tentar localizar o incomodo. Em relação ao excesso de estímulo, a masturbação, por si só, não traz prejuízos à criança. De qualquer modo, uma avaliação da situação só é possível ser feita quando conhecemos a criança e a dinâmica familiar. Patrícia.

  • vanessa cristina ribeiro sampaio
    Postado às 00:56h, 28 maio Responder

    Simplesmente perfeita essa matéria e confesso ter me ajudado a entender melhor o que acontece com meu pequeno. Ele tem 4 anos. É muito ativo, parece que não cansa nunca é tenho notado que isso tem se revertido em ansiedade. Ultimamente tem descoberto sua sexualidade, porém tem relacionado a mulheres com pouca roupa, desenhos em que aparece meninas de biquíni e por último sentiu vontade de se masturbar por ver uma prima de 26 anos de short curto. Fiquei assustada… Já conversei e expliquei que as pessoas não gostam de ver isso, que não é proibido mas tem hora e lugar. Mas estou assustada por ele estar relacionando o prazer à nudez.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 15:11h, 29 maio Responder

      Vanessa, a sexualidade infantil relaciona-se à descoberta da criança em relação ao próprio corpo. Quando a criança pequena começa a se masturbar ou apresentar comportamentos sexuais de excitação diante de corpo adulto com pouca roupa, vale prestar atenção sobre os estímulos sexuais que a criança tem recebido. Abraço, Patrícia.

  • Amanda Paula Araujo Santana
    Postado às 23:03h, 22 maio Responder

    Achei muito interresante esse asunto.
    Meu filho tem 3 anos e tem umas duas semanas que ele vem pegando no penis com frequencia e na verdade no primeiro dia que eu vi eu fiquei bem nervosa briquei com ele dei um tapa e falei que nao era pra fazer mais isso .
    Na segunda semana isso veio a se repeti ele falou que a pangola estava dura.
    Eu sem saber o que fazer perguntei se ele queria fazer xixi.
    Ele falou que nao entao eu falei pra ele nao fica mexendo pq poderia machuca.
    Desde que isso vem ocorrendo eu falo pra ele que nao pode e que nao pode deixa ninguem mexer no corpo dele e ele nao pode mexer no corpo de ninguem.
    Mais ele faz isso do mesmo jeito .
    E eu fico sem saber o que falar.
    Nao sei se faco certo ou se ta errado.
    Obrigado.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 15:22h, 23 maio Responder

      Amanda, é sempre interessante pensar no que nos assusta em relação à sexualidade das crianças, especialmente filhos, o que as crianças podem fazer com o corpo delas – e onde – (por exemplo, explorar o próprio corpo – uma exploração que machuca não é exploração, mas possivelmente um gesto carregado de muita angústia e, por isso, precisa de intervenção, ajuda), o que as crianças não podem fazer no corpo de outras pessoas (desde morder, bater, até aceitar fazer carícias íntimas a pedido) e o que outras pessoas não podem fazer no corpo das crianças (idem). Abraço, Patrícia.

  • Livia Dotto Martucci
    Postado às 00:06h, 20 maio Responder

    Olá! Adorei o texto e os comentários dele aqui! Senti falta de uma frase terminada abruptamente de um parágrafo mais ao final, talvez uma parte não tenha sido publicada. Parabéns pela temática e por todo o projeto!

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 17:07h, 22 maio Responder

      Livia, bom saber que gostou do texto e dos comentários. Esperamos que você possa aproveitar outros conteúdos do blog. Como não localizamos o parágrafo ao qual você se refere, pedimos a gentileza de nos sinalizar qual é. Abraço, Patrícia.

  • sandra bruna
    Postado às 21:16h, 18 maio Responder

    Foi muito bom conhecer esse blog. Tenho um filho de 2 anos e 2 meses. Desde 1 ano fica mexendo no pipi o tempo inteiro. O pipi fica durinho. Não adianta falar, ele repete e repete. Faz isso perto dos outros. Encosta brinquedinho. Ele de vez em quando senta entre minhas pernas e fica balançando. Não sei mais o que fazer. Ele é muito precoce para isso. Por causa da religião , ele é circuncizado. Acho que o pénis fica mais sensível e causa essas sensações. Ele ainda é muito bebé, mas tem isso. O que fazer,? Isso é normal, fase, vai passar? Fico chateada e desesperada com a situação. Nunca vi outra criança tão focada no pontinho como ele fica. Aguardo respostas. Bjs

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:39h, 19 maio Responder

      Bom saber que gostou do blog, Sandra! Em relação ao seu filho, podemos dizer que a exploração genital faz parte das descobertas da criança. No entanto, você pontua que desde 1 ano seu filho fica mexendo no pipi, com uma certa intensidade. Nesta época, aconteceu alguma coisa na vida dele ou da família, mesmo que aparentemente pouco significativa? Fazemos esta pergunta porque algumas crianças se masturbam com mais frequência quando há alguma tensão emocional; isso é o que precisa ser avaliado. Abraço, Patrícia.

  • Josilea mara da silva
    Postado às 11:32h, 15 maio Responder

    olá tenho um filho de 5 anos, ele simplesmente saiu na janela da minha sala e tinha algumas crianças brincando na rua, ele mostrou o pipi, já faz alguns dia, ontem uma destas crianças veio me falar, eu fiquei muito brava com ele, e deu uma varada, estou errada??

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:21h, 16 maio Responder

      Josilea, é importante que as crianças possam saber o que podem ou não fazer com o próprio corpo. Em nossa sociedade não saímos mostrando os genitais em público, regra que precisa ser transmitida pelo adulto às crianças. Acreditamos que a maneira mais eficiente da transmissão das regras sociais se dá através da conversa, da escuta das crianças e da explicação/motivo do que é ou não permitido. Somente quando as regras ganham sentido é que elas podem ser cumpridas. Abraço, Patrícia.

      • Josilea mara da silva
        Postado às 10:01h, 26 maio Responder

        Oi Patrícia amei esse blog, e os assuntos, pois bem , converso o tempo todo com meu filho a respeito do que pode ou não fazer, ou expor o corpo, mas ele é um menino mto esperto e mto curioso e muito ansioso, já levei ele numa psicóloga, mas o que ela me disse foi simplesmente assim: seu filho é um pestinha, precisa de regras!!
        vc acha que eu devo levar em outro psicólogo?? eu dou regras, disciplino ele, coloco no cantinho, as vezes se for preciso dou varadas sim, mas ele é mto ansioso, e teimoso. o que devo fazer? obrigada.

        • Patrícia L. Paione Grinfeld
          Postado às 10:29h, 26 maio Responder

          Bom saber que gostou do blog, Josilea! Todos nós precisamos de regras, incluindo as crianças! A questão é de que forma as regras são colocadas e o que cada um faz com elas. Por exemplo: as regras são só imposições, sem nenhum espaço para experimentações? São regras carregadas de exceções? É importante poder entender o que significa, no contexto de cada criança e família a frase “precisa de regras”. Da maneira como entendo, isso vem embasado na compreensão da dinâmica da criança e da família.

          Se a ansiedade e a teimosia de seu filho é algo que o incomoda e/ou incomoda quem está ao lado dele, pode ser interessante tentar compreender o que está relacionado a isso. O trabalho psicológico é sem dúvida um meio para se obter essa compreensão.

          • Josilea mara da silva
            Postado às 20:10h, 28 maio Responder

            Obrigada Patricia

  • Alice Ribeiro
    Postado às 23:34h, 03 maio Responder

    Ótima matéria!
    Estou vivenciando esse momento de descobertas. Meu filho tem 4 anos e hoje levantou a saia de uma colega na escola para olhar seu bumbum. Conversei com ele, não reprimi, mas disse que esse tipo de atitude não é legal. mas confesso que não tenho estrutura pra lidar com isso. A sociedade é complicada demais, tenho medo do meu filho ser rotulado.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 09:23h, 04 maio Responder

      Rotulado em que sentido, Alice?

      • Alice Ribeiro
        Postado às 19:59h, 04 maio Responder

        Por exemplo, Das outras mamães falarem “olha lá o ‘taradinho'”.

        • Ninguém Cresce Sozinho
          Postado às 21:11h, 04 maio Responder

          Alice, que tal, diante de alguma colocação como esta, propor às outras mães uma conversa sobre esta etapa do desenvolvimento das crianças?! Muitas vezes comentários desta natureza são resultado de pouca informação e/ou oportunidade de diálogo. Abraço, Patrícia.

  • Jordana Teixeira da Silva
    Postado às 09:42h, 30 abril Responder

    Estou passando por uma situação assim, meu filho tem 3 anos e meio e muito precoce pois vejo algumas coisas q preciso de ajuda . O q fazer nessa situação?

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 10:19h, 02 maio Responder

      Jordana, para qualquer encaminhamento sobre sua questão, precisaríamos saber um pouquinho mais sobre como se mostra esta precocidade de seu filho e em quê você precisa de ajuda. Abraço, Patrícia.

  • Júlia Maria Paschoal Miguel
    Postado às 22:10h, 11 abril Responder

    Adorei mesmo! Estamos passando por essa fase de descoberta! Foi muito útil E esclarecedor,obrigada.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 21:51h, 12 abril Responder

      Bom saber que gostou, Júlia! Neste link você encontra outros textos sobre a sexualidade infantil: http://bit.ly/2pajRhQ. Abraço, Patrícia.

  • Rute Sousa
    Postado às 17:16h, 31 março Responder

    Gostei muito do texto , é muito bom para aprender a lidar com os filhos e saber ajudá-los.

    • Ninguém Cresce Sozinho
      Postado às 15:35h, 01 abril Responder

      Rute, bom saber que gostou do texto! Esperamos que possa aproveitar outros conteúdos do blog!Abraço, Patrícia.

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